<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739</id><updated>2011-08-03T00:24:42.957-07:00</updated><category term='Crônicas'/><category term='Conto'/><title type='text'>Crônicas/Contos - Luciano Borges</title><subtitle type='html'>ESCRITOR</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-6537387348004465115</id><published>2010-07-14T07:53:00.001-07:00</published><updated>2010-07-14T07:53:19.739-07:00</updated><title type='text'>Médico de Homens e Almas</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Há uma mania varrendo os Estados Unidos. Esta nova onda, segundos os especialistas, vai percorrer o mundo. Trata-se dos tablets, mais especificamente do IPad da Apple. Você vai ler seus livros nele, navegar pela internet, mandar e-mails, consultar sua agenda, jogar... Hufa! &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt; Segundo o jornalista americano John C. Dvorak é a primeira vez que os tablets se tornam populares. E tudo porque seus desenvolvedores mudaram o paradigma. Antes eles tentavam mimetizar a prancheta, agora os tablets não ficam atrás dos notebooks. Aliás, os desktops, os nossos amados PCs de mesa, num futuro próximo serão usados apenas por aqueles que desejarem trabalhar com fotos, vídeos ou tarefas digamos "pesadas". Este mesmo jornalista acredita que haverá cada vez menos programadores desenvolvendo softwares para o computador de mesa. Uma vez que a demanda para programas para o IPad e afins irá crescer enormemente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Esta semana pude manipular um IPad. Confesso que fiquei encantado. É muito leve. Sua relação com o usuário é muito amigável e intuitiva. Lembra os celulares em que você apenas passa o dedo pela tela, arrastando coisas para que outros ícones de funções surjam diante de seus olhos. A oportunidade de ter um nas mãos surgiu por acaso, em uma visita ao neurologista; que por sinal, diga-se se passagem, conseguiu me impressionar tanto pelo seu intelecto, quanto pela sua espiritualidade. Até porque não é todo o dia que você sai de um médico levando duas receitas: uma para o físico e outra para a alma. Porque além dos nomes dos remédios ele também me prescreveu alguns salmos da Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Sofro de enxaqueca. E nas últimas duas semanas ela não tem me dado trégua, atrapalhando até o meu desempenho profissional. E a ida ao médico revelou que a gente às vezes exagera. Dorme pouco e trabalha muito, quando na verdade não custava nada deixar um dia da semana para o descanso. Ele, o médico, me disse: "Você está estressado, cara. Claro que você precisará de medicação por pelo menos dois meses. Mas, se não mudar a atitude continuará a voltar a me ver". Confesso que falar com ele mais vezes me agradaria muito, mas não como paciente. Apesar de que a companhia do doutor valeu cada centavo que paguei pela consulta, mesmo tendo dois planos de saúde!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Aproveito para narrar aqui o episódio que vivi: como estava a mais de uma semana me entupindo de analgésicos, entendi que o jeito seria tentar encaixar uma consulta com o neurologista de um dos meus planos de saúde. Fiz-lhe uma visita, o qual fui informado de que ele só me atenderia em agosto. Tentei, diante de uma "secretária da SS" (com cara de nazista e tudo), argumentar dizendo que os remédios que estava tomando já não faziam mais efeito e que eu poderia "esperar" (na verdade não podia), quem sabe o último a ser atendido. Ela, por sua vez, em resposta me disse que não seria possível, pois o doutor teria de viajar naquele dia em razão de um problema de saúde na família... Mas, que se eu pagasse a consulta (particular) ele poderia me atender! Nem preciso dizer aqui, caro leitor, a raiva que fiquei. Senti-me lesado e desamparado. No entanto, "serenamente", contando até dez, solicitei àquele poço de educação e gentileza (que mal me olhou no rosto quando cheguei) que devolvesse o meu cartão do plano de saúde, porque iria procurar outro médico. E foi o que eu fiz. Já que tinha de pagar, pagaria a outro médico. Que ultraje! &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Foi o que eu fiz, paguei a outro neurologista que me proporcionou alívio, e de quebra a oportunidade de vir a conhecer o IPad. O que para um aficcionado pela leitura como eu, já era de se esperar que estivesse ansioso por conhecer. Até porque o IPad é tão fantástico que a tela simula uma estante com os livros digitais já na memória do aparelho. Basta um toque na obra de sua escolha para começar a leitura, cujas páginas são literalmente folheadas, tal qual na mídia impressa. É de encher os olhos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Realmente, caro leitor, Deus sabe o que faz e os homens não sabem o que dizem. Não era mesmo para aquele médico, que só me receberia se eu pagasse fora do plano, me atender. Senão como eu poderia ter conhecido o outro médico, que receita remédios para o corpo e para a alma.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;span style='font-size:12pt'&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges/ Professor de Comunicação e Escritor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;strong&gt;www.luciano-borges.blogspot.com &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;strong&gt;Siga-me no Twitter: lucianoLETRAS ou escreva para lb.letras@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-6537387348004465115?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/6537387348004465115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=6537387348004465115' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/6537387348004465115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/6537387348004465115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2010/07/medico-de-homens-e-almas.html' title='Médico de Homens e Almas'/><author><name>Luciano Borges</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-eqlmk-eOkFQ/Tt6SiRCWtRI/AAAAAAAAAgo/TvvcmLM3gVE/s220/Luciano%2BBorges.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-5695249032923301004</id><published>2010-05-30T18:43:00.001-07:00</published><updated>2010-05-30T18:43:07.294-07:00</updated><title type='text'>Livro – A Ferramenta Perfeita</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;Hoje em dia é muito comum você ir a uma festa e levar uma máquina para registrar "o momento". E se por acaso não levar, basta passar no Orkut de alguém que levou e copiar as fotos que lhe interessar. Infelizmente eu e meus amigos de adolescência não pudemos registrar de forma suficiente os nossos "melhores momentos" juntos. As fotos que possuo são poucas. Naquela época as máquinas fotográficas eram uma espécie de artigo de luxo, que eu e minha turma não dispúnhamos. E, neste quesito, a garotada de hoje não tem do que reclamar. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;A minha esposa, por exemplo, tem por hábito descarregar no computador as fotos tiradas em algum evento, e, logo em seguida, "salvá-las" em um CD. Assim como fazem as amigas dela, e as amigas das amigas dela; como eu mesmo já fiz; os meus amigos, e os amigos dos meus amigos. Ah! E quem sabe até você, caro leitor. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;O que a maioria das pessoas desconhece é que todo este conteúdo pode vir a se perder em poucos anos. A longevidade estimada de algumas mídias eletrônicas depende muito das condições de armazenamento. Por exemplo, o pen drive que usam memória flash, em condições ideais, têm vida útil de 10 anos. Os DVDs, cerca de 30 anos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;A revista InfoExame de maio de 2010, publicou: "A maioria dos dados importantes é salva como backup em formatos como fitas magnéticas ou discos ópticos. Infelizmente, muitos desses formatos não duram nem cinco anos". "Estamos gerando mais informações do que nunca, e armazenando-as em meios cada vez mais transitórios". &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;Independente do fato que os discos rígidos nunca foram destinados ao armazenamento de longo prazo, e de muito dos conhecimentos de dispomos podem vir a se perderem um dia, Steve Jobs e Jeff Bezos, continuam sua "briguinha" pelo mercado dos livros digitais, e-books. A proposta destes livros digitais é a de se apresentarem como suportes de leitura que substituirão os livros impressos de papel. Eles pretendem atender ao ideal enciclopédico dos iluministas de tornar o conhecimento acessível a todos. Afinal, não podemos negar o fato de funcionarão como bibliotecas portáteis. Contudo, alguns estudiosos como o pensador da linguagem italiano Umberto Eco, consideram que o advento do livro rivaliza em importância com a invenção da roda, uma ferramenta perfeita e inigualável. Inclusive que todas as mudanças que hão de vir depois do livro impresso não passam de funcionalidades agregadas a essa matriz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;Pode ser que eu venha a adquirir uma dessas funcionalidades para mim, caro leitor. Não sei ainda se será um iPad ou um Kindle. Ainda preciso me inteirar qual me trará o melhor custo/benefício. Agora, o que para mim está muito claro, é que jamais deixarei o hábito de comprar livros impressos em papel. Pois, sua perenidade pode, em condições ideais, atravessar um século ou mais; não requer bateria para ser lido, tampouco manual de instruções, e, o melhor de tudo: vem escrito na minha língua.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges/ Professor de Comunicação e Escritor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;strong&gt;www.luciano-borges.blogspot.com &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;strong&gt;Siga-me no Twitter: lucianoLETRAS ou escreva para lb.letras@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;span style='font-size:13pt'&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-5695249032923301004?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/5695249032923301004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=5695249032923301004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/5695249032923301004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/5695249032923301004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2010/05/livro-ferramenta-perfeita.html' title='Livro – A Ferramenta Perfeita'/><author><name>Luciano Borges</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-eqlmk-eOkFQ/Tt6SiRCWtRI/AAAAAAAAAgo/TvvcmLM3gVE/s220/Luciano%2BBorges.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-4492997414138348894</id><published>2010-05-21T21:14:00.001-07:00</published><updated>2010-05-21T21:14:47.883-07:00</updated><title type='text'>O Professor Cego</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;"O fracasso do ensino começa quando o professor não acredita que seus alunos possam aprender". A frase não é minha, desconheço seu autor, contudo, como podemos ignorá-la?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Frequentemente utilizo um trecho especial do filme "Em Seu Lugar", para falar sobre a importância da leitura; sobre como ela deve ser estimulada, vivida. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;O trecho do filme a que me referi mostra uma jovem enfermeira cuidando de um homem cego que já está na melhor idade. Ao passar pelo quarto dele, ela é pega de surpresa. Pois o cego lhe pede que leia para ele uma poesia. Claro que de início ela recusa – como faz a maioria dos nossos alunos. Ela tenta se esquivar dizendo que lê muito de vagar. Mas, ele responde que também ouve devagar. Vencida pelos argumentos dele, ela pega o livro de poemas nas mãos e inicia uma leitura insegura, cheia de tropeços. Ela pensa em não continuar. Contudo, ele a encoraja, ao que diz para ir com calma; que era para ouvir as palavras enquanto falava. Então, ela pergunta: "Por acaso você é professor?". Ele responde: "Universitário". E a encoraja novamente: "Ora, vamos. A poesia é para ser lenta!".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;À medida que a enfermeira segue lendo, vai ganhando confiança. As frases vão ficando mais claras, menos entrecortadas. Ao final da leitura, o professor pergunta: "Bom, o que achou?". Ela responde: "Legal". E ele emenda: "Resposta inaceitável! Do que trata o poema?". "Não sei", diz sinceramente a jovem. "Sabe!" Fala o professor de forma irreparável. E a inquiri: "Do que se trata?" "De perder?", indaga ela. "Perder o quê?", pergunta o mestre uma vez mais. "O amor?, interroga ela. "Ah!", diz ele: "E como é isso? O amor foi perdido? A Bishop escreveu sobre uma possibilidade, probabilidade, o quê?". "Bom... No início ela está falando de perder coisas. Tipo, chaves. E, aí, ela perde um continente". "Ela fica grandiosa", completa o professor. "É, concorda a enfermeira. E o modo como ela diz é como se não se importasse". "Ah! E o tom? Diria que é desprendido?", instiga o professor. "Eu acho que ela quer parecer que é assim, porque ela sabe, no fundo, o quanto é ruim perder", ajuíza a jovem. E o professor continua as perguntas: "Perder o quê? Ou quem? É um amor?". Ao que a enfermeira responde: "Não. É um amigo". "Nota dez!, elogia o professor, Garota experta!".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;O que aconteceria, caro leitor, se o professor não instigasse a enfermeira, naquela situação aluna, a perseverar na leitura, apesar da evidente dificuldade? Se ele, professor, não acreditasse que ela pudesse ser capaz de aprender, de se superar? Quantas competências aquele professor não trabalhou de uma só vez! Autoestima, oralidade, interpretação, lógica... O professor não tinha como saber ali, naquele primeiro encontro, mas a história da enfermeira ao longo do filme nos apresenta uma jovem considerada a ovelha negra da família; que nada do que faz é certo; o tipo de pessoa que as outras rotulam como perdida, fracassada, sem jeito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Os professores têm este poder... Poder de olhar no fundo dos olhos de seus alunos e lhes dizer, mostrar que são capazes. Os educadores têm o poder para fazer as perguntas certas, até que o aluno lhe dê uma resposta 100% certa; de elogiar, somente quando este mesmo aluno fizer mais do que lhe foi pedido e não antes. Não diante do que se espera dele, do corriqueiro, das tarefas banais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;A propósito, caro leitor, termino este artigo com o belo poema de Elizabeth Bishop, lido pela enfermeira ao professor cego: One Art - "A arte de perde não é um mistério. Tantas coisa contém em si o acidente de perdê-las, que perder não é nada sério. Perca um pouquinho a cada dia. Assim aceite austero a chave perdida... Perdi duas cidades, dois rios e um continente. Tenho saudades deles, mas não é nada sério. Mesmo perder você, o sorriso, a voz que eu amo, não muda nada. Pois é evidente que a arte de perder não chega a ser mistério. Por muito que pareça (escreve) muito sério".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges/ Professor de Comunicação e Escritor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;strong&gt;www.luciano-borges.blogspot.com &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;strong&gt;Siga-me no Twitter: lucianoLETRAS ou escreva para lb.letras@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;span style='font-size:12pt'&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-4492997414138348894?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/4492997414138348894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=4492997414138348894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/4492997414138348894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/4492997414138348894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2010/05/o-professor-cego.html' title='O Professor Cego'/><author><name>Luciano Borges</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-eqlmk-eOkFQ/Tt6SiRCWtRI/AAAAAAAAAgo/TvvcmLM3gVE/s220/Luciano%2BBorges.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-3523861392483453842</id><published>2010-05-15T18:20:00.001-07:00</published><updated>2010-05-15T18:20:10.434-07:00</updated><title type='text'>O Grupo de Debates</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;"Faça o melhor hoje, Junior". Esta é, na minha opinião, uma das mais belas frases que um pai pode dizer a um filho; algo como uma prece diária.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;A frase do parágrafo acima foi ouvida por mim numa agradável tarde de domingo, enquanto assistia ao filme "O Grande Desafio", título em inglês: The Great Debaters. No elenco nada menos que Forest Whitaker, Nate Paker, Jurnee Smolett. O filme conta a história real do professor Melvin Tolson (vivido por Denzel Washington), que ensinando o poder das palavras, leva um grupo de jovens de uma Universidade "negra" Wiley College a participar de um campeonato de debates contra a Universidade "branca" de Harvard. Para Melvin Tolson as palavras têm poder.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Dos 360 alunos da Universidade Wiley, apenas 45 haviam tido a coragem de se candidatarem ao grupo de debates do professor Melvin Tolson, que teria a difícil tarefa de escolher apenas 4 entre os muitos candidatos. Ao professor coube explicar que a arte do debate poderia ser comparada a um esporte sangrento, cujas únicas armas eram as palavras. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;O debate surge com uma propositura, uma ideia, um tema. O primeiro arguente propõe a primeira afirmativa. A afirmativa indica que se é a favor de alguma coisa. O segundo arguente proporá a negativa, que, obviamente, diz que o seu grupo é contra. A função de cada grupo de debatedores é rebater o argumento do outro. Isto é apresentar um contra-argumento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;A equipe de Wiley era disciplinada, eles estudavam o tema que seria debatido com muito cuidado e pesquisa. Liam várias obras literárias, experimentavam as mais variadas linhas de pensamento; perscrutavam o que o engenho humano ao longo dos séculos já havia produzido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Debater é em poucas palavras tratar de, ou simplesmente questionar, contestar. Debater está ligado ao ato de argumentar, porque é na essência a expressão verbal de um juízo. Juízo este que conduz os ouvintes a um raciocínio, em que se aceita a proposição como verdadeira enquanto as razões, provas e testemunhos são apresentados. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Fiquei ao final do filme imaginando, enquanto professor de comunicação oral e escrita, nas possibilidades de se testarmos este modelo de exercício intelectual dentro de sala de aula. Uma vez que trabalharíamos ao mesmo tempo várias das competências essenciais ao desenvolvimento pessoal e profissional de nossos alunos. Sim porque, quem argumenta necessita antes estar preparado para tal. Significa que o arguente pesquisou sobre o assunto. E se houve pesquisa, o exercício da leitura de fato ocorreu. Aliás, o próprio exercício do debate exige que se desenvolva o pensamento lógico, a autoestima e, principalmente, a oralidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;A Universidade de Harvard foi fundada em 8 de setembro de 1636. Portanto, são 373 anos de tradição. Tradição que formou ao longo destes anos nada menos que sete presidentes. São eles:  &lt;a title='John Adams' href='http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Adams'&gt;John Adams&lt;/a&gt;, &lt;a title='John Quincy Adams' href='http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Quincy_Adams'&gt;John Quincy Adams&lt;/a&gt;, &lt;a title='Rutherford B. Hayes' href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Rutherford_B._Hayes'&gt;Rutherford B. Hayes&lt;/a&gt;, &lt;a title='John F. Kennedy' href='http://pt.wikipedia.org/wiki/John_F._Kennedy'&gt;John F. Kennedy&lt;/a&gt;, &lt;a title='Franklin Delano Roosevelt' href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Franklin_Delano_Roosevelt'&gt;Franklin Delano Roosevelt&lt;/a&gt; , &lt;a title='Theodore Roosevelt' href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Theodore_Roosevelt'&gt;Theodore Roosevelt&lt;/a&gt; e, recentemente, &lt;a title='Barack Obama' href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Barack_Obama'&gt;Barack Obama&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Acredito que já seja hora de se repensar o ensino de um modo geral, mesmo aquele que acontece em nossas escolas técnicas. Até porque, do que adiante um bom profissional de nível técnico que não tem o menor jeito para falar em público (que, aliás, foge destas situações); que não sabe negociar, tampouco convencer alguém, argumentar. Como ele poderá sobreviver no mercado? &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Caso não coloquemos tais competências com urgência nas grades de cursos técnicos e de graduação, como poderemos olhar os nossos alunos nos olhos, e lhes pedir que façam o melhor hoje? &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges/ Professor de Comunicação e Escritor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;strong&gt;www.luciano-borges.blogspot.com &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;strong&gt;Siga-me no Twitter: lucianoLETRAS ou escreva para lb.letras@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-3523861392483453842?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/3523861392483453842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=3523861392483453842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/3523861392483453842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/3523861392483453842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2010/05/o-grupo-de-debates.html' title='O Grupo de Debates'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-871420157052251193</id><published>2010-05-15T18:19:00.001-07:00</published><updated>2010-05-15T18:19:05.364-07:00</updated><title type='text'>A Prova de Ataliba T. de Castilho</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;"A gente vamos falar errado menas vezes". Assim começa o artigo publicado pela Revista Época em 19 de abril de 2010, que tem como plano de fundo uma foto do linguista Ataliba Teixeira de Castilho ostentando a "prova" do que será o seu mais novo livro a "Gramática do Português Falado no Brasil". &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;O artigo, uma vez lido, sugere abrir a mente do leitor para o fato de que existe vida além do falar e escrever segundo a língua culta; que se devem valorizar os desvios da norma culta praticados no país; que ao escrever esta nova gramática do português falado no Brasil, fez um retrato da língua como ela é; que não está preocupado com o certo ou o errado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;A matéria informa que a obra não deve ser usada como uma referência de como falar ou escrever dentro da norma culta. Mas ao ser questionado sobre a utilização de sua gramática, Castilho sem titubear emendou: "...para estudos nos cursos de letras e também para o ensino médio". Não lhe parece um contrassenso, caro leitor? Afinal, ela deve ou não ser usada no ensino médio? &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;Será que os nossos alunos sabem mesmo escolher a variedade linguística apropriada para cada situação? Dia desses recebi por e-mail algumas pérolas do Orkut, com toda a sorte de erros gramaticais possíveis. Fato: o jovem contemporâneo tem dificuldade para escrever segundo a norma culta. Tampouco consegue criticar o que leu, ou detectar o erro ortográfico produzido. Aliás, a este respeito, o que Castilho chama de "rapidez nas abreviaturas", eu chamo de genuíno desconhecimento; condição de quem não é instruído. Exemplo: "vivo como se nao olvesse amanha". Será mesmo que a pessoa queria abreviar houvesse?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;Valorizar desvios em detrimento da norma culta não é uma boa iniciativa, explica o professor Evanildo Bechara, o mais importante gramático do Brasil. "É como dizer: 'Se todo mundo está usando o crack, por que eu não vou usar?". E conclui: "Se o aluno aprende a língua que ele já sabe, ou a escola está errada, ou o aluno não precisa da escola".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;Muito cedo aprendi que o sábio é aquele que entende a diferença das coisas... A língua é viva, certo? E ela varia no tempo e no espaço. Até aqui tudo bem! Mas, o quanto a língua é vivaz? Será que a ponto de não mais se distinguir o certo do errado na escrita? &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;O mais intrigante da matéria não está propriamente no artigo em si, mas na foto principal. A qual mostra o linguísta Ataliba Teixeira de Castilho segurando uma "prova" do livro, que pretende "defender" o modo brasileiro de falar a revelia da norma culta. Mas, prova, neste contexto e em "bom português", não é a impressão de um texto para inspeção do trabalho e correção de erros e falhas? &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges/ Professor de Comunicação e Escritor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;strong&gt;www.luciano-borges.blogspot.com &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;strong&gt;Siga-me no Twitter: lucianoLETRAS ou escreva para lb.letras@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-871420157052251193?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/871420157052251193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=871420157052251193' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/871420157052251193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/871420157052251193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2010/05/prova-de-ataliba-t-de-castilho.html' title='A Prova de Ataliba T. de Castilho'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-2046005265881981494</id><published>2010-05-15T18:17:00.003-07:00</published><updated>2010-05-15T18:17:54.371-07:00</updated><title type='text'>EQUÍVOCOS NO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;O melhor sinônimo para frustração é a tão popular decepção. Não há como viver e não se decepcionar com o sistema, com pessoas ou mesmo com alguns momentos de nossas vidas. Outra palavra correlata à decepção atende pelo nome de equívoco. O equívoco é algo que dá margem a suspeita, ao engano. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;Rubem Alves uma vez, num artigo para a Folha de São Paulo, em 26 de novembro de 2002, escreveu: "Quando se admira um mestre, o coração dá ordens à inteligência para aprender as coisas que o mestre sabe. Saber o que ele sabe passa a ser uma forma de estar com ele".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;Ao refletir sobre o que Rubem Alves escreveu, fui levado ao tempo de faculdade. Tempo de inúmeras frustrações. Porque fui à faculdade de Letras para aprender a escrever melhor; para dar significados a nomes que em criança ouvira falar (frase, oração, etc...) – tal como faz um médico ao nomear em voz alta os muitos ossos contidos em uma única mão. O meu objetivo era o que chamam hoje de Análise do Discurso. Mas o que encontrei foi uma cisão entre professores de língua portuguesa. Oportunidade que vim a conhecer os linguístas, que diferentemente dos gramáticos queriam "tocar fogo no mundo". Sim, pois abominavam a gramática. Diziam que nestes tempos novos ela perdera a força, que não deveria ser levada tão a sério como no passado. E que o erro ortográfico deixara de existir, já que a língua é livre e viva.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;Com tais argumentos, caro leitor, como eu poderia amar os meus professores? Admirá-los? Querer estar com eles? Como poderiam convencer um jovem articulista que o erro ortográfico não existia? Eu que também me iniciava no ofício da revisão de obras literárias como profissional autônomo (&lt;em&gt;freelancer)&lt;/em&gt; de uma editora barretense, responsável por adequar os textos à Norma Padrão? Eu que alimentava o sonho de tornar-me escritor um dia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;Certa vez uma pessoa que admiro muito, me aconselhou: "Luciano, não importa o conteúdo do seu artigo, caso os leitores encontrem erros no seu texto, eles começarão a depreciar o seu trabalho". Outro experiente jornalista me orientou: "Escreva o seu texto, depois o leia mais de uma vez e só então mande para a redação". Tais dicas sempre estiveram comigo nestes meus anos como articulista, eu as interiorizei. Por essas e outras é que não concordava com a forma como a escrita, segundo a Norma Culta, era tratada pelos linguístas e passada para professores em formação. Cheguei a acreditar que se tratava de uma conspiração linguística para desacreditar os gramáticos, impetrada por estudiosos da língua portuguesa que na sua maioria não tinham intimidade com a escrita. Isto é, sequer eram escritores. Imagine um estudioso da língua que possui dificuldades para redigir textos, quer pior contrassenso? Já conheci alguns.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;O tempo passou. E nada como o tempo para colocar cada pedra no seu lugar. E, com alguma pesquisa, cheguei à conclusão que os meus professores até estavam alimentados com os novos rumos para o ensino da Língua Portuguesa no Brasil. No entanto, o equívoco estava no tom de suas oratórias, assim como na interpretação destas novas orientações para o ensino/aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;O grande equívoco dos linguístas, a meu ver, reside na depreciação contundente à Norma Culta em razão aos diversos modos de se falar a nossa língua. É óbvio que o novo pensamento do professor de Língua Portuguesa não deve mais estar alinhado a uma atitude corretiva dentro da sala de aula, na qual o erro ortográfico tem mais importância que o ensino da diversidade da língua. Isto já está mais do que esclarecido. Mesmo gramáticos de renome reconhecem hoje este avanço impetrado pela Linguística. No entanto, o vale tudo na língua escrita não deve ser estimulado. Aliás, este é um equívoco de interpretação terrível, a respeito da Proposta Curricular da Língua Portuguesa ou mesmo dos PCNs.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt; Evidenciar a diferença e não o erro é uma forma lúcida de se pensar o ensino. Assim como é um grande equívoco afirmar que o erro ortográfico na escrita deixou de existir. Até porque se isto fosse verdade, eu não teria mais trabalho como revisor; consultores de Língua Portuguesa não teriam mais utilidade alguma a revistas, telejornais... A frase "Clínica Veterinária", por exemplo, poderia ser escrita numa placa junto de todas as informações relevantes (endereços e telefones), mas sem os acentos; para quê, não é mesmo? &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges/ Professor de Comunicação e Escritor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;strong&gt;www.luciano-borges.blogspot.com &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;strong&gt;Siga-me no Twitter: lucianoLETRAS ou escreva para lb.letras@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-2046005265881981494?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/2046005265881981494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=2046005265881981494' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/2046005265881981494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/2046005265881981494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2010/05/equivocos-no-ensino-da-lingua.html' title='EQUÍVOCOS NO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-2149523437171322271</id><published>2010-05-15T18:17:00.001-07:00</published><updated>2010-05-15T18:17:15.284-07:00</updated><title type='text'>A LEITURA COMO UM PROCESSO</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Recentemente realizou-se aqui em Barretos o concurso para professor de educação básica. Como nunca havia participado, inscrevi-me. O concurso em si foi promovido pelo governo do Estado de São Paulo, em conjunto com a Secretaria de Estado da Educação; ocorreu no dia 28 de março, com início às 8h, com fechamento dos portões às 8h30. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Levantei-me cedo. Tomei o meu café e fui arrumar o necessário: cartão informativo da Fundação Carlos Chagas com o endereço do local da prova, bem como a sala em que deveria me apresentar; lapiseira, caneta preta e borracha; e por último, mas não menos importante, meu documento de identidade. Tudo conferido parti rumo a esta nova experiência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Ao chegar à escola E. E. Doutor Antônio Olympio, pude notar que muita gente havia se animado a participar da prova. Minha opção naquele domingo de São Xisto III era a de Língua Portuguesa. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Segundo a Nova Proposta Curricular: "O objetivo maior do ensino da Língua Portuguesa é desenvolver, nos alunos, as competências/habilidades necessárias a uma interação autônoma e ativa nas situações de interlocução, leitura e produção de textos. A eleição do texto – e não das palavras, frases, classes ou funções – como unidade de ensino decorre da constatação de que é no texto que o usuário da língua escrita exercita sua capacidade de organizar e transmitir ideias, informações e opiniões em situação de interação".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Realmente, a prova em si elegeu o texto como plano de fundo e principal verificador das competências/habilidades dos professores de Língua Portuguesa que ali estiveram. Foram 80 questões de múltipla escolha, que exigiam conhecimentos específicos e leitura prévia de uma senhora bibliografia. Pelo caderno de questões passaram: Philippe Perienoud, Tardif, Henry Giroux, Antoni Zabalo, Delia Lerner, Jussara Hoffmann, Marie-Nahthalie Beaudoin, Maureen Taylor, Isabel Solé, Cesar Cole, Robert Marzano, Debra Pichering, Jane Pollock, Hugo Assman, Andy Hargreaves, Angela Kleiman. Sem falar na LDB, CNE, CEE, CENP, IDESP, SARESP. E, é claro, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Álvares de Azevedo e Ferreira Gullar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Um concurso em que a leitura era a principal defesa do candidato, seja no momento do teste, ou mesmo antes dele. Fomos convidados a rememorar as informações que trazíamos de textos como os Parâmetros Curriculares Nacionais; assim como a interpretar as informações contidas em textos de gêneros diversos. Havia tirinhas de jornal, trechos de livros consagrados, poesia e até uma entrevista sobre uma senhora que aos 100 anos saltou de paraquedas. Aliás, se toda a prática educativa em Língua Portuguesa deve ter como base a prática da leitura, este concurso não deixou por menos. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Quanto a mim, que terminei o teste após 3h30 minutos, fica a sensação gostosa quanto a uma assertiva na minha vida. A de que a leitura é irrevogavelmente um processo. E que vir a gostar dos clássicos (Machado e outros) é a última etapa neste processo. Etapa esta que pela sua importância e refinamento sempre aparece em vestibulares e concursos. Algo que a simples leitura de resumos, tão usual hoje, nem de longe dá ou dará conta de vulgarizar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges/ Professor de Comunicação e Escritor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;&lt;strong&gt;www.luciano-borges.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;&lt;strong&gt;lb.letras@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;Siga-me no Twitter: lucianoLETRAS &lt;/span&gt;&lt;span style='color:#204063; font-family:Helvetica'&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-2149523437171322271?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/2149523437171322271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=2149523437171322271' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/2149523437171322271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/2149523437171322271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2010/05/leitura-como-um-processo.html' title='A LEITURA COMO UM PROCESSO'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-6517962897206181315</id><published>2010-02-14T03:04:00.001-08:00</published><updated>2010-02-14T03:09:06.844-08:00</updated><title type='text'>O Exercício da Empatia</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt; &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;Estou em férias. São apenas vinte dias. Na verdade, três semanas em casa. E para variar... Aluguei um filme, aparentemente inocente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;"Uma Prova de Amor" é o título em questão. E toda a trama se desenrola em torno de três personagens principais. A atriz Cameron Diaz é a mãe de Kate, uma jovem de 15 anos com leucemia diagnosticada e sua irmã caçula Anna. Nas primeiras cenas a família até parece viver muito bem, até que Anna, no alto de seus 11 anos, de uma hora para outra decide que não vai mais ajudar a irmã doente. O que implica e não doar mais sangue, medula óssea ou mesmo um de seus rins. A atitude da garotinha abala a família, principalmente a mãe.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;O filme é de extrema profundidade emocional. Ele não te dá tempo para raciocinar. Num primeiro momento você vê a pequena Anna como uma vilã. Uma incoerente monstrinha egoísta, que recorre à Justiça atrás de sua emancipação médica. Em outras palavras: ela quer ter o controle sobre o próprio corpo. Isto é, não ser obrigada, por exemplo, a doar um de seus rins à irmã. No entanto, o diretor do filme (Nick Cassavetes) abusando no uso de flashbacks vai explicando à plateia por quais percalços a garotinha "rebelde" passou, e começamos a olhar a história com mais cuidado. A esta altura você como expectador começa a se perguntar se a decisão da caçula é justa ou não. Até porque se Anna não ajudar, eventualmente Kate irá morrer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;Desde pequeno nós (os garotos) ouvimos que os meninos não choram. Tanto que somos encorajados a não fazê-lo em público. Principalmente se estamos neste ato constrangendo ou incomodando os adultos. Em contraponto, lágrimas reprimidas não fazem bem a ninguém. E por saber disso resolvi dar vazão a elas enquanto assistia ao filme. Mesmo porque o aconchego da minha casa não é um local público, muito pelo contrário. O fato é que pela primeira vez na minha vida chorei durante todo um filme. Choro este que aconteceu por pura empatia. Sim esta capacidade de se identificar completamente com o outro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;Cada pessoa sente o mundo de uma forma; dependendo do contexto, da história de vida, o mundo que nos é apresentado será sentido, vivido, em maior ou menor escala. Simplesmente porque intensidade e sentimento ao chegarem a esse nível caminham de mãos dadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;Talvez o choro incontido tenha ocorrido em razão das perdas de entes queridos, que de forma irrevogável não tenho mais o prazer da companhia. Talvez tenha a ver com a minha estreita relação com Hospital de Câncer de Barretos, que conheço e admiro como uma inestimável instituição. Talvez eu esteja ficando velho, como dizem os meus alunos, e com isso um tanto quanto mole – manteiga mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;Fica então aqui a minha dica de cinema. Uma boa oportunidade para você, caro leitor, se testar. Talvez você chore menos que eu, ou quem sabe até não chore. Lembre-se, o importante mesmo é exercitar a empatia. Porque exercitá-la tem a ver com acender uma vela nos lugares mais escuros da alma. Ilumine-se.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges/ Professor de Comunicação e Escritor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;&lt;strong&gt;www.luciano-borges.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;&lt;strong&gt;Siga-me no Twitter: lucianoLETRAS ou escreva para lb.letras@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-6517962897206181315?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/6517962897206181315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=6517962897206181315' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/6517962897206181315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/6517962897206181315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2010/02/o-exercicio-da-empatia-estou-em-ferias.html' title='O Exercício da Empatia'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-1455277450019082034</id><published>2010-01-31T17:44:00.001-08:00</published><updated>2010-01-31T17:48:10.482-08:00</updated><title type='text'>Sherlock Vive</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt; &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;Elementar, meu caro. Sherlock está de volta, mais disponível do que nunca, ao imaginário mundial. O clássico britânico de Sir Arthur Conan Doyle retorna aos cinemas pelas mãos de Guy Ritchie. E neste frenesi, vários jornalistas já começaram a escrever sobre o filme. Como Jotabê Medeiros que nos reporta um herói que parece mais o da literatura do que habitualmente. E vai além, ao dizer que os contornos do personagem traem menos a figura criada há 123 anos, afirmando que a novidade está no toque do gênero de ação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;Minha relação de amizade com o primeiro super-herói da história é bem antiga, caro leitor. Remonta à época em que eu era apenas um garoto em meu primeiro emprego, no recém criado Procon (Órgão de Defesa do Consumidor) aqui em Barretos. Consta que certa vez, após ter assistido ao filme "O Enigma da Pirâmide", fiquei fascinado pelo personagem. Não acreditava que houvesse pessoa mais inteligente nesse mundo. Ele era simplesmente brilhante. E como o Procon ficava a duas quadras da Biblioteca Municipal de Barretos, eu sempre estava lá procurando uma nova obra sobre o detetive. Devorava um livro após o outro; li todos os que haviam na biblioteca. O fato é que desde então nunca mais deixei a companhia dos livros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;As aventuras sobre o detetive mais inglês da história da literatura mundial fizeram-me o escritor que sou hoje. Tenho consciência disso. Nunca disse isso a ninguém, e se disse, o fiz a poucos. Foi a partir da obra "Um Estudo em Vermelho", livro que deu início às histórias sherlockianas, que melhorei meu vocabulário, aprendi a descrever um sentimento ou uma pessoa. Em outras palavras, fez por mim o que nenhum professor foi capaz de fazer: dar asas à minha imaginação. A meu ver, muito mais que um direito, todo jovem deveria ter contato com uma obra bem escrita, de sua escolha, como eu tive.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;Sherlock Holmes e seu fiel escudeiro Watson são considerados raridades entre personagens da ficção; personagens que ficaram mais famosos que seu criador. E se você nunca foi apresentado a Sherlock Holmes, caro leitor, aqui vai uma breve descrição, do próprio autor, Sir Arthur Conan Doyle: "Tinha o nariz delgado, aquilino, emprestava à fisionomia um ar de vigilância e determinação. Também o queixo, saliente e quadrado marcava o homem decidido. Suas mãos estavam sempre manchadas de tintas e produtos químicos, mas mostravam uma extraordinária delicadeza de toque enquanto manipulava seus frágeis instrumentos de alquimista... Pouco modesto, ausente do convívio social, sem companhia feminina, violonista esforçado nas horas vagas, aficionado da literatura sensacionalista, esgrimista e boxeur...".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;Robert Downey Jr., ator escolhido para viver Sherlock Holmes nas telas de cinemas pelo mundo, não corresponde exatamente à descrição da literatura. Todavia a crítica tem sido muito favorável ao filme, por entender que ele combina muito bem a ação americana à sagacidade do cinema inglês. Seja como for, em caso de decepção audiovisual, a boa notícia é que os livros ainda continuam disponíveis e merecem ser lidos. Até porque quem é que já não ouviu a máxima de que os livros são muito melhores (superiores mesmo) do que qualquer filme já realizado. Pense nisso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges/ Professor de Comunicação e Escritor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;&lt;strong&gt;www.luciano-borges.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;Siga-me no Twitter: lucianoLETRAS ou escreva para lb.letras@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;color:#204063;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-1455277450019082034?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/1455277450019082034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=1455277450019082034' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/1455277450019082034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/1455277450019082034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2010/01/artigo-publicado-em-28012010.html' title='Sherlock Vive'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-1815136589562643710</id><published>2010-01-18T16:24:00.001-08:00</published><updated>2010-01-18T16:28:02.295-08:00</updated><title type='text'>Tecendo o Destino</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt; &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;Desejamos muitas coisas no fio do tempo de nossas vidas. Coisas que nos serão necessárias, outras pelas quais lutaremos com afinco por pura vaidade. E na medida em que vivemos esta odisseia, a nossa história também vai sendo escrita, não em meros livros, que envelhecem de tal modo que sedem a passagem do tempo que os deteriora. Ao contrário, tais histórias seguem sendo escritas dentro de cada um de nós, entre o dia e a noite, entre a luz e as trevas, entre o choro e o riso, entre o ganho ou perda da qualidade de vida. Não importa. Seguimos respirando, manipulando um fio ou muitos por vez; elaborando cada passo a diante, tecendo ou cortando estes mesmos fios. Em suma, vivendo enquanto estamos vivos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;Quando na vida adulta temos que pensar por nós mesmos e com isso escolhermos os nossos caminhos, estamos elaborando "na roda da fortuna" de nossa mente um fio que nos levará a um possível destino. Uma vez elaborado, imaginado, o fio ainda precisa ser tecido, ato que nos leva do planejamento à execução. O fio após sua concepção pode ou não ter vida longa. Depende apenas de como e quando iremos nos decidir por cortá-lo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;Imagine que você está querendo ver um filme. E isso é o mesmo que elaborar um possível destino. Ir buscá-lo na locadora significa passar do planejamento à execução. Em outras palavras tecer o fio. Mas no trajeto até a locadora você muda de opinião e desiste de ir apanhar o filme. Esta simples decisão termina por cortar o fio de um provável destino, que seria o de assistir a um filme de sua escolha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;Na mitologia contada pelos gregos há três irmãs que controlam o destino de homens e deuses. As tecelãs do destino: Cloto, Láquesis e Átropos, damas sombrias da literatura clássica. Cloto é a que tece, a que manipula e estimula o fio a iniciar sua trajetória na vida. Láquesis avalia os compromissos, as provas e as dores que caberão a cada ser vivo. Átropos, por sua vez, é aquela que tem o poder de cortar o fio da vida com sua tesoura encantada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;Eu não sei a sua opinião, caro leitor, mas tenho comigo que também a nós pobres mortais nos foi dado algum poder sobre o destino que nos aguarda. Ainda que este (poder) seja uma composição de estrofes não simétricas. Ainda que estejamos conscientes dele ou não. Ainda que não tenhamos habilidades em lidar com a "roda" ao tecer os fios.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;Acreditar que não possuímos algum controle sobre o nosso destino, a meu ver, seria um erro tão ingênuo quanto confiar que este "poder" também é ilimitado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges / Professor de Comunicação e Escritor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;&lt;strong&gt;www.luciano-borges.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:13;"&gt;&lt;strong&gt;Siga-me no Twitter: lucianoLETRAS ou escreva para lb.letras@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-1815136589562643710?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/1815136589562643710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=1815136589562643710' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/1815136589562643710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/1815136589562643710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2010/01/tecendo-o-destino.html' title='Tecendo o Destino'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-6062864829983516022</id><published>2009-12-31T03:31:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T03:32:15.033-08:00</updated><title type='text'>Amigo Secreto</title><content type='html'>Recentemente, participei de uma confraternização em que experimentei várias emoções. A gerente fez questão da reunião. Não apenas para falar dos assuntos administrativos, resultados e metas da Unidade. Mas como plano de fundo para uma das reuniões, a meu ver, mais importantes do ano. Sim, porque é nesta reunião, antes do recesso para o Natal, em que a equipe toda se reuni. Oportunidade esta em que aproveitamos para trocar presentes de uma forma diferente do habitual “amigo secreto”, mas que no final cumpre o seu papel.Este “amigo secreto” a que me refiro, em nossa reunião de confraternização, assume outro nome: “Troca Trecos”. A dinâmica da brincadeira é bem simples: todos são orientados a se reunirem em um determinado dia, horário e local, trazendo um presente. Até aí muito parecido com o “amigo secreto”, no entanto, no Troca Trecos, você não sabe o nome da pessoa que receberá o seu presente. Muito menos o sexo do indivíduo. Outra regra importante, é que todos os participantes deverão escolher um cartão, a partir de um saquinho cheio deles, contendo um número e uma mensagem que posteriormente será lida para os demais. Assim, quando todos estão com o seu número em mãos, aquele que dentre todos tirou o número 1 começa a brincadeira. A pessoa vai até uma mesa e de lá retira um presente. O presente é então “descascado”, e o seu conteúdo revelado a todos. Caso a pessoa goste do presente, ela ficará com ele. Caso não goste poderá trocá-lo, na sua vez, com outra pessoa que já havia antes retirado da mesa outro presente. Acontece que saí com o número 33 e tive que esperar até a minha vez. Os presentes eram os mais variados possíveis. Contudo, um em especial me chamou a atenção. Tratava-se do livro A Cabana, do escritor William P. Young. Obra que levanta um questionamento atemporal: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento? O fato é que os meus olhinhos verdes brilharam quando eu vi que havia dois livros da mesma obra (A Cabana). Sorri por dentro e pensei: “as minhas chances acabam de aumentar”. E quando a minha vez chegou. Fui até a mesa e peguei o primeiro presente que encontrei. Abri e o revelei a plateia. Tratava-se de uma agenda. Houve um burburinho aqui e ali por causa da dita agenda, mas o burburinho aumentou mesmo quando anunciei que iria trocar o meu presente. Houve um minuto de suspense. Caminhei pela sala. Notei rostos não muito contentes, como também aqueles que realmente estavam felizes com o presente em suas mãos. Estes últimos, certamente, se chateariam caso lhes confiscasse o objeto de seus desejos. E, claro, isso realmente aconteceu. Pois, logo passei a agenda que estava em meu poder em troca do tão cobiçado livro. Sentei-me em meu lugar muito feliz pela conquista parcial do livro. Contudo, logo experimentei uma grande angústia. Sim, porque alguém poderia, na sua vez, solicitar a troca e ficar com o meu presente. A cada anúncio, o meu coração dava saltos. Até que não restou mais ninguém e pude crer que o livro por direito, dali por diante, seria meu. Sorri uma vez mais, agora grato com a conquista. Mas, não demorou muito, apenas o tempo de chegar em casa, e uma reflexão logo me roubou parte da alegria. A de que só fiquei com o livro porque poucos se interessaram por ele. Talvez isso tenha acontecido porque hoje os tempos são outros. Tempos de correria, de inúmeras mídias, e de uma avalanche de informações diárias a que somos submetidos: jornais, revistas, e-mails, comunidades virtuais, blog, twitter e a lista é grande. O que influi de forma contundente no interesse e na leitura de obras literárias... E eu me aproveitei disso de certa maneira, ao me beneficiar desta triste realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges / Professor e Escritor / lb.letras@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;www.luciano-borges.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Siga-me no Twitter: lucianoLETRAS&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-6062864829983516022?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/6062864829983516022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=6062864829983516022' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/6062864829983516022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/6062864829983516022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2009/12/amigo-secreto.html' title='Amigo Secreto'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-1832662755148754697</id><published>2009-12-31T03:29:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T03:30:48.389-08:00</updated><title type='text'>Fotografia</title><content type='html'>Dias desses alguém próximo me perguntou se eu tinha saudades do meu pai. Olhei para ela tentando imaginar o motivo da pergunta. E ela logo esclareceu que havia sabido através de uma pessoa que meu pai abandonara a família, quando eu e meus irmãos éramos pequenos. A minha resposta não demorou, disse-lhe que não. As palavras saíram tão naturais que a pessoa logo se convenceu.&lt;br /&gt;Chegando em casa senti uma vontade de mexer em algumas fotos antigas. Não demorou muito e encontrei a foto de um grande amigo, bateu aquela saudade. Depois outra com a turma toda. E a saudade apertou ainda mais. Dei uma longa e gostosa risada. Daí pensei na pergunta que me fizeram pela manhã... É, não sinto nada por ele.&lt;br /&gt;Ah, mas a saudade dos amigos me apertou o coração. Sei lá, talvez seja estes tempos, final de ano. As lembranças dos inúmeros natais juntos. É difícil de dizer.&lt;br /&gt;O fato é que hoje se saio de casa logo sinto saudade dela, principalmente quando olho para o horizonte esfumaçado do alto de algum prédio... No passado, minha casa possuía três quartos para quatro pessoas e os cachorros. Sinto saudade daquela também, porque ali vi crescer a minha consciência toda. Mas, não tenho saudades dele.&lt;br /&gt;Tenho saudades daqueles rostos que convivi em criança, daqueles que amei com ternura, alguns sem muita eficiência, na minha adolescência e, mesmo assim, a grande maioria deles na sua totalidade. Ora, se tenho saudades. Tenho. Mas não dele...&lt;br /&gt;A maioria dos meus amigos de ontem e de sempre já estão casados, morando em outras cidades, enquanto eu fico aqui, olhando para algumas fotos e recordando as trapalhadas, as encrencas, o primeiro beijo, as festinhas, as meninas que detestavam rock, armas e rosas. É difícil dizer adeus a tudo isso. Não dá para apagar, não dá para substituir. É como na canção: “...cada memória é como sair pela porta dos fundos”.&lt;br /&gt;Guardo saudade dos meus cachorros, de todos eles: do Sultão, da Rani, e, mais recentemente, do Marujo... Mas não dele.&lt;br /&gt;E o meu irmão, que levarão tão cedo, dizendo: “antes ele do que eu”. Agora, amargam ao sol nascendo quadrado e a marra se dissolvendo num quarto diminuto, enquanto se lembram minuto a minuto da tocaia que fizeram.&lt;br /&gt;Seja como for, credito na sentença de que a vingança só é válida e “minha” se dita por Deus.&lt;br /&gt;Em verdade, tenho saudade do meu irmão caçula; daquele ingênuo, inconsequente, que a malícia de outra gente envolveu. Talvez ele tivesse sentido, enquanto crescia, saudades do pai que não teve. E até chorasse ao revê-lo, depois de tanto tempo do abandono. Mas não eu. Não hoje. Senti-me abandonado tempo demais. E talvez, agora, tenha encontrado algum conforto em tanta ausência.&lt;br /&gt;Para mim saudade é como ouvir uma voz, de memória. E se alguma se cala muito cedo, por mais que se tente, chega um tempo que não se consegue mais ouvi-la. Talvez, por isso, eu não sinta mais saudades dele.&lt;br /&gt;Fica aqui essa fotografia. Um momento congelado no tempo. Um registro fiel de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges / Professor e Escritor / lb.letras@gmail.com&lt;br /&gt;www.luciano-borges.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Siga-me no Twitter: lucianoLETRAS&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-1832662755148754697?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/1832662755148754697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=1832662755148754697' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/1832662755148754697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/1832662755148754697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2009/12/fotografia.html' title='Fotografia'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-6585414134748735159</id><published>2009-12-31T03:28:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T03:29:20.745-08:00</updated><title type='text'>Crepúsculo - Lua Nova</title><content type='html'>Nesta semana assisti ao filme “Lua Nova”, que continua a saga iniciada por “Crepúsculo”. O primeiro título criado por Stephenie Meyer saiu em 2005, nos Estados Unidos. No Brasil, o livro chegou apenas em 2008. Isto é, somente 3 anos depois. Eu mesmo apenas fiquei sabendo deste fenômeno de vendas este ano, pelos corredores do colégio em que trabalho, enquanto alguns alunos desfilavam com um livro negro, cuja capa frontal evidenciava uma maçã suculenta amparada por mãos femininas. E eu tinha que saber mais a respeito. Ler o que a garotada está lendo. Entender esse interesse. Inclusive na biblioteca do colégio ainda há lista de espera.&lt;br /&gt;Uma saga é por excelência uma história cheia de incidentes. E o que não falta à narrativa é aventura. Afinal, a trama tem como protagonistas um casal um tanto quanto diferente: uma adolescente comum, quase sem sal, sem açúcar e um... vampiro.&lt;br /&gt;Há certamente um tempero sedutor no enredo criado pela autora. Em que situações verossímeis, que parece verdadeiro, surgem de um momento a outro. E os exemplos não são poucos: quem nunca se mudou, saiu de um lugar que conhecia e precisou começar tudo de novo; fazer amigos novos e no processo se apaixonar por aquela dita pessoa, que na sua opinião de tão diferente, você jura que nunca conheceu ninguém como ela. Pessoa essa que você fará de tudo ao alcance para permanecer com ela. E chorará muito quando ela partir o seu coração, ao dizer que tudo acabou...&lt;br /&gt;A atriz Kristen, que encarna a “heroína” Bella, ao ser questionada sobre o fenômeno, disse que o muito do sucesso tem a ver com o estilo voyeurista da história. Uma vez que a narrativa é muito íntima e pessoal, “como se você tivesse tropeçado no diário de alguém”. Kristen vai mais longe ao dizer que a história “...detalha o que a garota está pensando a cada segundo, suas obsessões e fixações...”. &lt;br /&gt;Não posso dizer muito acerca do segundo filme. Até porque, caro leitor, você pode ainda não ter lido ou sequer assistido ao tão esperado título “Lua Nova”. Narrar o que assisti seria como repetir aos quatro ventos: “O mocinho morre no final. O mocinho morre no final!”. No entanto, não posso resistir. Porque me sinto na obrigação de elogiar a autora, que ao sobrepor na sua história outra que já fez chorar pessoas no mundo todo, consegue algo muito importante: criar uma intertextualidade sutil; um texto a partir de outro.&lt;br /&gt;Ouso dizer, e muitos podem até achar que exagero ao fazê-lo, que Edward (o belo vampiro) e Bella (a introspectiva adolescente) são no presente, o que no passado representou o casal Romeu e Julieta. Amantes que comoveram multidões. Eles que aos olhos do mundo não podiam ficar juntos. E que sofreriam por isso. Por suas teimosias. Para terminar, aqui vai uma dica: assistir aos filmes pode até ser bom, e certamente lhe dará prazer. Mas ler. Ler da primeira a última página, sentido o cheiro do papel, é melhor ainda. Pense nisso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges / Professor e Escritor / lb.letras@gmail.com&lt;br /&gt;www.luciano-borges.blogspot.comSiga-me no Twitter: lucianoLETRAS&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-6585414134748735159?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/6585414134748735159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=6585414134748735159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/6585414134748735159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/6585414134748735159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2009/12/crepusculo-lua-nova.html' title='Crepúsculo - Lua Nova'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-2459570247343788252</id><published>2009-12-31T03:26:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T03:27:56.574-08:00</updated><title type='text'>Empreendendo um Sonho</title><content type='html'>O Empreendedor, segundo o Aurélio, é sempre uma pessoa ativa, arrojada. Outras definições dizem respeito a todo aquele que demonstra possuir atitude empreendedora. Mas o que é isso? Tem a ver com o profissional que compreende a relação entre riqueza, valores e ética. Alguém que entenda que sua ligação com o mundo precisa acontecer de forma sustentável, ao agir invariavelmente com responsabilidade social.&lt;br /&gt;Se alguns o invejam outros tantos o admiram. O Empreendedor é aquela dita pessoa da carta escondida na manga, do plano de ação permeado de criatividade; da inovação inteligente; do risco nem sempre suave, mas calculado. É sem dúvida um sujeito politizado, bem relacionado, preocupado em passar uma imagem que seja idêntica a que ele próprio tem de si mesmo. E que entre metas e resultados, sonhos e paixões, como visão de futuro, sobretudo, sabe que nada sabe. Por isso a constância, o vigor em atualizar-se.&lt;br /&gt;Eu tive um sonho uma vez. Um que não demandava construir máquinas, erguer prédios, ou mesmo adquirir o que quer que fosse mediante uma boa soma de dinheiro: há alguns anos eu tinha muita dificuldade de falar em público. Eu queria conseguir falar com naturalidade, sem tropeços, sem travar. Foi então que procurei livros sobre o assunto. Estudei-os com cuidado, e, quando me senti confiante, decidi testar os conhecimentos que havia adquirido. Na verdade sabia que precisava praticar. Afinal, a prática leva à perfeição... Não demorou muito e consegui um contato com a Secretaria de Educação de Barretos, e me coloquei à disposição como voluntário. O meu objetivo era me apresentar para alunos das escolas públicas e assim praticar a oratória. No entanto, tiveram outra ideia. Convidaram-me a ministrar palestras sobre as estratégias de como falar em público a professores da rede municipal. E assim foi. Depois disso me graduei em Letras e nunca mais parei com minhas apresentações.&lt;br /&gt;Hoje os títulos de minhas palestras não incluem apenas a Oratória. Ampliei consideravelmente o leque na área de comunicação oral e escrita, (Redação Empresarial – Como Montar Apresentações Profissionais – Como Administrar o Tempo na Comunicação, entre outras) na medida em que aprofundei os meus estudos. Moral da história: caso você, caro leitor, identifique uma competência ainda por desenvolver. Empreenda! Inove. Transforme-se. Não tenha medo e siga em frente. Ninguém nasce pronto, concluído ao ponto de não precisar aprender mais nada. Lembre-se: os homens são os únicos sobre a face da terra que têm consciência de que podem melhorar a si mesmos, ajudar os outros e o lugar onde vivem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges / Professor e Escritor / lb.letras@gmail.com&lt;br /&gt;www.luciano-borges.blogspot.comSiga-me no Twitter: lucianoLETRAS&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-2459570247343788252?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/2459570247343788252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=2459570247343788252' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/2459570247343788252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/2459570247343788252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2009/12/empreendendo-um-sonho.html' title='Empreendendo um Sonho'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-6994048592509781283</id><published>2009-06-12T13:53:00.000-07:00</published><updated>2009-06-12T13:54:40.028-07:00</updated><title type='text'>Pessoas São como Tintas. Situações como Folhas</title><content type='html'>História. Muitos de nós não se dão conta de que a cada página virada no livro da vida, a cada dia de respiração e transpiração, o homem “escreve” a própria história.&lt;br /&gt;Certa feita, quando do lançamento do meu livro mais recente, “Motivação e Poesia na Gestão de Pessoas”, um humorista da tevê local me fez a seguinte pergunta: “Faça um balanço do ano de 2008”. Confesso que fiquei aturdido na ocasião com a pergunta. Aliás, o que tinha a ver o balanço de todo um ano com o lançamento do meu segundo livro de poesias, em parceria com o consultor motivacional Itamar Alli? Lembro que encarei o humorista tentando buscar alguma explicação na sua fisionomia. Mas, o peralta manteve-se firme e me encarava a sério. Pilhéria, galhofa e zombarias a parte, foi depois de alguns dias que assisti à famigerada gravação do programa; eles haviam retirado na edição tudo o que falei, e colocado uma música super engraçada no lugar. Nem preciso dizer que quase morri de rir de mim mesmo. Foi um mico, digamos, diferente; daqueles que se sente prazer ao participar...&lt;br /&gt;Aqui um pequeno parêntese: a palavra história no português tem o mesmo número e sílabas (&amp;shy;idênticas) que no grego e no latim. Contudo, em grego o acento agudo é no “i” e no latim, não há acento algum. História, no dicionário, é toda narração metódica dos fatos notáveis ocorridos na vida dos povos... Acredito muito nesta definição que o Aurélio nos apresenta, mesmo porque a história de um homem não pertence apenas a ele. Em verdade, a história de uma pessoa é uma miríade de encontros e desencontros; um emaranhado de relatos; informações sobre o que somos e como os outros nos veem. Também é uma narração, como disse a pouco, de fatos notáveis.&lt;br /&gt;...É certo que retiraram o áudio da minha entrevista, caro leitor. Contudo, para o caso de ter ficado curioso, vai aqui o que disse muito seriamente aos humoristas. Comentei: “Dois mil e oito foi o ano em que lancei o meu primeiro livro com toda a pompa e no local que havia sonhado”. Inúmeras pessoas ajudaram a viabilizar o livro, para que o rebento viesse à luz; tratava-se de um projeto complexo e inédito em nossa região: um livro áudio. Sou muito grato a todas as pessoas que de alguma forma contribuíram. Realmente, um fato notável em minha vida. Mas, 2008 me reservava outros “fatos notáveis”, como a compra da minha casa, o meu cantinho, assim como a experiência de viver uma formatura; tornava-me, então, um professor.&lt;br /&gt;Se ao acordamos começamos a escrever mais uma página de nossas vidas, bendito é aquele que se dá conta do livro que escreve. O que realmente importa é que não deixemos mais que algumas poucas folhas em branco; seja ele (o enredo) notável ou não. Até porque a meu ver, caro leitor, pessoas são como tintas e, situações, como folhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges / Escritor e Professor – lb.letras@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-6994048592509781283?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/6994048592509781283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=6994048592509781283' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/6994048592509781283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/6994048592509781283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2009/06/pessoas-sao-como-tintas-situacoes-como.html' title='Pessoas São como Tintas. Situações como Folhas'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-6103238016406166422</id><published>2009-06-03T07:50:00.002-07:00</published><updated>2009-06-03T07:51:40.935-07:00</updated><title type='text'>Imagem Também é Comunicação</title><content type='html'>A maioria das pessoas, principalmente os nossos jovens, desconhecem o fato de que uma fala repleta de gírias e modismos influenciam na imagem que as pessoas terão dela. O que dificultará muito uma boa posição no mercado, ou em uma entrevista de trabalho. E me desculpem se irão se incomodar, com este artigo, os mais fervorosos linguistas que semeiam a crença de que na fala tudo é válido, simplesmente porque a língua é viva. Concordo que a língua portuguesa seja mesmo viva. Está aí o gerundismo até para quem sente horror ao ouvir. Mas, discordo com a ideia simplista do “vale tudo” na língua falada. E para ser um pouco mais pontual sobre este assunto, caro leitor, vou lhe contar uma passagem que aconteceu comigo...&lt;br /&gt; Dias desses atendi a um telefonema, a pessoa do outro lado da linha era por mim completamente desconhecida. Em outras palavras, não dispunha de qualquer informação a respeito dela. E, acredito, tampouco que ela de mim, afora a informação de que eu seria a pessoa com quem ela deveria tratar um assunto comercial. Fato é que a tal pessoa, disse bem assim, na lata: “Como é nego veio, cê ta bom?”. O sujeito falava como se eu, do outro lado da linha, tivesse algum problema de audição, tamanho o vigor ao pronunciar as palavras.&lt;br /&gt;Num primeiro momento tentei reconhecer a voz. Talvez fosse algum amigo brincando comigo, pensei. Mas a busca pela memória foi em vão. Nunca havia ouvido aquela voz seca e estridente. Aliás, fiquei ainda mais intrigado, quando o tom da conversa caminhou para um assunto de trabalho, que consensualmente deveria se dar num clima mais formal. Todavia, o rapaz, o meu interlocutor, parecia que me conhecia a décadas, como se tivéssemos crescidos juntos, experimentado, como melhores amigos, as dores e benesses da infância e da adolescência.&lt;br /&gt;Certamente na ânsia de ser o mais extrovertido e carismático possível, o homem com quem eu falava pecou pelo exagero. São estes pequenos detalhes, a atenção a eles, que faz toda a diferença em uma conversa que num primeiro momento deveria ser formal. Isto é, o diálogo deveria acontecer num tom mais agradável, nem alto, nem baixo demais, e sem o uso de gírias ou jargões. Mesmo porque se está tratando de assuntos de trabalho com um completo desconhecido. E o uso de uma falsa intimidade bem como de gírias não vão causar, quanto mais deixar, uma boa impressão. Tal situação não seria muito diferente de você, caro leitor, ir a um casamento, por exemplo, de chinelas, bermuda e camiseta cavada. Fatalmente as pessoas iriam reparar em você e desaprovar a sua atitude, mesmo que este fosse o seu meigo e natural jeito de ser. Lembre-se, fale o mais claro possível. Mas não fale de qualquer jeito; a forma de uma pessoa se comunicar diz muito sobre ela.&lt;br /&gt;O importante é que todo falante cuide de sua imagem também através da fala. Afinal uma boa imagem, como nos ensina o dito popular, vale mais do que mil palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges / Escritor e Professor&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-6103238016406166422?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/6103238016406166422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=6103238016406166422' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/6103238016406166422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/6103238016406166422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2009/06/imagem-tambem-e-comunicacao.html' title='Imagem Também é Comunicação'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-7812428634341099141</id><published>2009-06-03T07:50:00.001-07:00</published><updated>2009-06-03T07:50:45.880-07:00</updated><title type='text'>Comunicação - Competência Indispensável</title><content type='html'>“Nunca antes, na história deste país”, a comunicação se mostrou tão necessária para o desenvolvimento de pessoas, instituições e até mesmo de um país.&lt;br /&gt;Uma revista especializada no desenvolvimento de pessoas, em publicação recente, divulgou em sua capa: “...o principal desafio para crescer na carreira hoje é se comunicar direito”. Em suma, a comunicação se tornou uma competência indispensável àqueles que estão no mercado de trabalho. Não importa se você está empregado ou não; ser espontâneo, ter empatia pelas pessoas, assim como prazer em ouvi-las, estão entre as principais dicas para se vencer na vida através da comunicação.&lt;br /&gt;Como professor graduado em letras, aflige-me a ideia de que a maioria das pessoas não consegue articular seus pensamentos no papel. Afligi-me mais ainda quando professores de comunicação dizem a torto e direito que não se deve levar tanto a sério a língua falada, uma vez que esta é viva... Mas, não ter atenção ao modo como se fala pode lhe tirar sim uma vaga importante no mercado de trabalho, ou impedi-lo de se manter nele. É evidente que a língua, o nosso português, é vivo. Contudo, expressar-se de qualquer jeito tira o direito dos menos favorecidos à ascensão social. Inúmeras pessoas não entendem o porquê de não conseguirem um bom emprego; simplesmente desconhecem que na sua fala há inúmeros ruídos, tais como: gírias, jargões, modismos. Ruídos estes que atrapalham a comunicação. Hoje em dia necessita-se falar o mais claro possível, levando-se em conta a faixa etária do seu interlocutor, ou seja, a idade da pessoa a quem você se dirige. Não entender isso, é ficar a deriva em um grande mar de ruídos.&lt;br /&gt;O que encontro com relativa frequência, atuando como revisor, são textos muito difíceis de ler e entender; parece que os pensamentos de alguns autores se perdem, tanto entre vírgulas e parágrafos mal colocadas, quanto na aridez insipiente do vocabulário utilizado no texto. Do mesmo modo, como professor de língua portuguesa, deparo-me constantemente com textos de alunos que não conseguem contar o que lhes passa na mente, observe este trecho: “Minhas escolha que eu escolhi para nos e mais fasil um seminário por fasil um exercícios em sala de aula”. Acredite, essa foi a resposta construída por um aluno quando inquirido sobre as algumas formas de avaliação.&lt;br /&gt;“Um país se faz com homens e livros” — como tão bem colocou Monteiro Lobato. Contudo, acredito que este importante autor brasileiro se referia a homens que conseguissem interpretar os textos dos livros. E, interpretando estes mesmos livros, serem capazes de escreverem outros; colocar no papel o curso de seus pensamentos... Penso que o maior desafio hoje dos educadores não seja apenas capacitar os nossos filhos, torná-los técnicos. Mas, mais que isso, torná-los comunicadores eficientes, quer pela fala, quer pela escrita.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges / Escritor e Professor&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-7812428634341099141?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/7812428634341099141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=7812428634341099141' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/7812428634341099141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/7812428634341099141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2009/06/comunicacao-competencia-indispensavel.html' title='Comunicação - Competência Indispensável'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-8288702287688786563</id><published>2009-06-03T07:49:00.001-07:00</published><updated>2009-06-03T07:49:58.720-07:00</updated><title type='text'>Pandemia de Vírus e Pessoas</title><content type='html'>Pandemia é uma palavra grega que faz referência no português aos vocábulos “tudo” e “povo”; significa que uma doença epidêmica se espalhou amplamente; que ela surgiu rapidamente em um lugar e acometeu, dentro de um período de tempo, grande número de pessoas.&lt;br /&gt;Uma pandemia pode começar, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quando alguns fatores se reúnem como, por exemplo, frente ao aparecimento de uma nova doença à população. Doença essa em que o agente infecta humanos e se espalha entre eles de forma sustentável, causando doença séria. A humanidade já enfrentou inúmeras pandemias em sua história. Há inclusive registros de epidemias que aniquilaram cidades inteiras (febre tifóide, varíola, peste bubônica, cólera, tifo...).&lt;br /&gt;Nos últimos tempos, temos visto correr o país uma verdadeira “pandemia” das águas. Enchentes que inundam casas até o teto de Norte a Sul do Brasil, devido às fortes chuvas que se acumulam e faz transbordar rios e lagos. Tais enxurradas por onde passam, levam consigo não somente os bens materiais, mas essencialmente os sonhos e um número sem conta de vidas humanas. Águas que arrastam tudo à sua frente: redes elétricas, estradas, paredes, utensílios domésticos – assim como um grande volume de terra que ora ou outra enterra famílias inteiras... Enquanto homens e a atmosfera enlouquecem, o clima segue gritando a plenos pulmões, a mais de 100 quilômetros por hora, vergando no seu caminho árvores de todos os tamanhos que caem sobre carros que na maioria dos casos não têm seguro.&lt;br /&gt;Não bastasse a pandemia viral ou atmosférica, outro dia assisti consternado a uma endemia diferente: pessoas eram expulsas de suas casas como fossem doença séria, que pela suas existências constantes e característica de ocuparem determinados locais, dentro de um período de tempo, necessitavam ser erradicadas. Fato é que pessoas humildes sem terem como comprar um terreno construíram suas casas em chão alheio. Resultado: expedida a reintegração de posse, não importava o desespero de velhos ou crianças, sequer a condição de “não ter para aonde ir”, todos eles viram suas casas serem demolidas, tijolo após tijolo, diante de seus olhos marejados. Olhos marejados na angústia de não vislumbrar adiante a menor perspectiva, na medida em que assistiam indefesos poderosos tratores, tal como fortes enxurradas, destruírem num minuto o que se levou meses a construir.&lt;br /&gt;Diante do referido aqui, caro leitor, tive o meu momento de introspecção. E, reduzido ao tamanho de um vírus, dei graças: quer pelo teto próprio sobre minha cabeça, quer pela saúde que ora derramo na forma de letras sobre este “papel”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges / Escritor e Professor&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-8288702287688786563?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/8288702287688786563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=8288702287688786563' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/8288702287688786563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/8288702287688786563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2009/06/pandemia-de-virus-e-pessoas.html' title='Pandemia de Vírus e Pessoas'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-2869034483421324961</id><published>2009-06-03T07:48:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T07:49:06.838-07:00</updated><title type='text'>Sob o Olhar do Medo</title><content type='html'>O medo é um sentimento de grande inquietação. Está muitas vezes ligado a um perigo real ou imaginário. Tem a ver com alguma ameaça... Diante do medo podemos sentir pavor, temor, terror.&lt;br /&gt;Diante do medo, astros do cinema como Jackie Chan caem em descrédito ao afirmar: “Estou começando gradualmente a sentir que os chineses precisam ser controlados”. Desnecessário dizer que esta declaração gerou grande celeuma na China – neste que é o país mais populoso do mundo (cerca de 1 bilhão e 350 mil pessoas). Esteja Jackie Chan certo ou não, sejam quais forem os motivos que o levaram a afirmar o que disse, ele teme algo... real ou não.&lt;br /&gt;Lendo o livro “A Cidade do Sol” do escritor Khaled Hosseini — mesmo escritor de “O Caçador de Pipas” – fiquei sensibilizado por uma passagem na obra, na qual uma das personagens, sob uma burca (veste negra usada em público por algumas mulheres muçulmanas, que envolve o corpo, inclusive a cabeça), agradece a Deus por ali estar. Longe dos olhos inquiridores de outras pessoas. Sob a burca, uma mulher está protegida, anônima numa multidão entre iguais. Não estou aqui, caro leitor, com esse comentário tentando fazer qualquer juízo de valor. Afinal, a cultura de um povo é sagrada, assim como a fé. O que trago para a discussão não é o uso da burca em si, mas o medo da citada mulher de enfrentar o mundo fora dela. &lt;br /&gt;No livro “Ensaio sobre a Cegueira”, do escritor e poeta José Saramago, há uma menção forte sobre o medo do homem diante do fato de não poder mais enxergar um palmo diante de si. É um relato contundente, apesar de ficcional, de como o medo pode arrancar do homem a razão, destituindo-o de sua civilidade.&lt;br /&gt;Há quem acorde inúmeras vezes durante a noite. Não porque não tenha sono. Não que não haja cansaço físico... É a preocupação a amofinar a alma. Muitas vezes este sofrimento moral se dá por antecipação, diante de situações que pouco se pode realizar.  Pelo simples fato de que... depende de outras pessoas. E assim o corpo acompanha o espírito, pelo caminho do desgaste através do medo.&lt;br /&gt;Hoje se tem medo até de colocar o lixo na rua, porque antes que o serviço limpeza pública passe para recolhê-lo, outras almas os espalham pela calçada. Não por farra, mas atrás de algo que lhes possa dar algum lucro.&lt;br /&gt;Assim fico eu aqui, sob o olhar do medo, repetindo para mim uma frase do livro I Ching que diz: “Na ponta dos pés não se fica ereto; a quietude domina a agitação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges / Escritor e Professor&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-2869034483421324961?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/2869034483421324961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=2869034483421324961' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/2869034483421324961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/2869034483421324961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2009/06/sob-o-olhar-do-medo.html' title='Sob o Olhar do Medo'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-5416469556286436531</id><published>2009-06-03T07:47:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T07:48:11.360-07:00</updated><title type='text'>Nunca Aceite Ajuda de Estranhos</title><content type='html'>Depois de Gabriel Garcia Marques com o seu “Memórias de minhas putas tristes”, agora me enveredo na leitura do livro “Ensaio sobre a cegueira” do escritor português José Saramago. Nem havia passado da primeira página ainda, quando entrou porta adentro minha esposa dizendo que tivera uma experiência não muita agradável naquele dia. Deixei o livro de lado e me acomodei melhor no sofá. Não passava ainda das sete da noite e o ventilador do teto não estava ligado em razão da temperatura amena que fazia. Priscila olhava diretamente para mim quando começou a narrativa.&lt;br /&gt;Disse-me que naquela mesma tarde havia ido a um banco no centro, a pedido de sua chefe de setor (a propósito, minha esposa é técnica de enfermagem e universitária do mesmo curso). Até aí tudo bem porque não lhe custaria nada o favor. Ela tinha algumas contas a pagar mesmo.&lt;br /&gt;O banco estava apinhado de gente como sempre. Priscila retirou o bilhete-senha na máquina à direita, logo após a porta eletrônica, e sentou-se com os olhos grudados no luminoso. E entre um apito e outro, que chamava os clientes até o caixa, notou que um homem na casa de seus cinquenta anos, com dificuldades para andar, uma vez que mancava um pouco, já saía do caixa reservado a idosos em razão do seu atendimento já concluído. Mas, qual não foi a surpresa de minha mulher, quando deu por si que o referido senhor, sujeito claro, de olhos azuis, depois de um breve sumiço, estava parado num canto, apreciando o movimento. Mais espantada ainda ficou Priscila no momento em que este homem de meia-idade veio falar com ela. Perguntou-lhe sobre o que ela veio fazer no banco. Minha esposa achou a abordagem um tanto quanto estranha, mas, educada como sempre, respondeu que precisava descontar um cheque. De quanto é o valor, perguntou ele. Cinquenta e três reais, respondeu ela. Façamos o seguinte, atalhou o bem apessoado senhor, você me dá a sua senha para que eu possa chegar logo ao caixa, uma vez que esqueci de pagar uma conta minha, e eu lhe dou em dinheiro o valor do cheque. Assim você e eu não precisamos ficar muito tempo aqui nesta fila. O que acha? Aqui está o dinheiro. Pode conferi-lo, não é falso não. Minha esposa conferiu o dinheiro, reconhecendo que o mesmo não o era de fato; porque analisou a textura da cédula, marca d’água, enfim, tudo que aprendera há tempos sobre o assunto. Disse para si mesma que não haveria mal algum em fazer o negócio. E, aceitando a ajuda do estranho, entregou-lhe o cheque.&lt;br /&gt;Algumas horas depois, a chefe de minha esposa estava ao telefone perguntando se e para quem ela havia passado o cheque... Simplesmente, porque alguém havia adulterado o cheque, mudando o valor de míseros cinquenta e três, para o auspicioso valor de novecentos e oitenta reais – pagos pelo banco ao meliante, 171. Ocasionando prejuízo financeiro, além de uma saia justíssima.&lt;br /&gt;A acompanhei à delegacia da av. 17 para que pudesse verificar se encontrava nas inúmeras fotos do arquivo, o rosto que àquela altura não saía da mente de Priscila. Desnecessário dizer que foi em vão. Além do fato de concluirmos, atordoados, que do arquivo em questão a maioria das fotos era de menores. Segundo pesquisa recente da FGV e do MEC, os nossos jovens não abandonam os estudos pelo interesse em trabalhar, mas unicamente pelo desinteresse na escola tal qual a conhecemos.&lt;br /&gt;Assim, aqui fica registrado mais um dia em que o fino trato e uma lógica destorcida, obtiveram vantagem ilícita, com prejuízo alheio, induzindo ao erro minha esposa, que foi vítima de um ardiloso artifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges / Escritor e Professor&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-5416469556286436531?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/5416469556286436531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=5416469556286436531' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/5416469556286436531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/5416469556286436531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2009/06/nunca-aceite-ajuda-de-estranhos.html' title='Nunca Aceite Ajuda de Estranhos'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-4041751383760434999</id><published>2009-06-03T07:45:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T07:47:10.366-07:00</updated><title type='text'>A Violência de um Macho</title><content type='html'>Já faz alguns dias que ouvi de um senhor experimentado uma passagem bem interessante. O senhor em questão, magro e alto, tinha a voz decidida, digna de uma personalidade forte. Contava o causo não para mim, mas para outra pessoa. Na verdade, caro leitor, é que eu tinha os olhos no meu celular e os ouvidos grudados no assunto deles. Até porque virou moda nos refugiarmos no tal aparelhinho todas as vezes que não queremos puxar conversa com desconhecidos. Isto é, falar sobre como o tempo está quente, ou sobre como as chuvas não param etc. Mas, enfim, o fato é que a anedota me interessou. Depois fiquei sabendo o nome do tal senhor, chamava-se Fernando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando dizia sobre uma passagem da vida dele, quando foi interpelado sobre o fato de ter servido o exército. Quem perguntava havia, do mesmo modo, servido à marinha do Brasil. E, no calor das palavras, o marinheiro disse-lhe: “Que isso sim, era coisa de macho”. Mas espantado ficamos eu e a audiência, que acompanhava o relato, sobre o que falou o enérgico Fernando ao marinheiro: “O que isso tem a ver? Coisa de macho? Me parece que pra você macho é ser valente; daqueles que não levam desaforo para casa; que não hesitam em sair na mão seja lá com quem for... Como aquele garoto, personagem da novela das oito... Eu? Eu sou um homem! Daqueles que gostam de respeito, cortesia e boa educação. O resto, os machos, não passam de cafajestes; de animais do sexo masculino, como nos ensina o bom e velho dicionário”.&lt;br /&gt;Desnecessário dizer, leitor amigo, que fiquei ainda mais interessado no desfecho da história, que não demorou nada, nadinha: “Claro que o marinheiro não gostou do que ouviu. E realmente me disse isso com todas as letras. O que lhe respondi com uma pergunta: como ele gostaria então de resolver a situação; esse desconforto que estava sentido? Resolveríamos à maneira de um homem, ou à maneira de um cafajeste? O marinheiro pensou um pouco e envergonhado respondeu: como um homem, é claro!”.&lt;br /&gt;O que dizer de homens que se realizam como “machos”, simplesmente por serem capazes de constranger fisicamente outra pessoa? A meu ver são tipos violentos que na verdade não amadureceram; comportam-se como brigões e se autoafirmam pelo uso da força. Ao contrário de um homem de verdade que, por acreditar na divergência e na pluralidade de opiniões, procura impor suas ideias lançando mão unicamente de sua inteligência. Uma vez que este notável convence e persuade sem levantar um dedo. Foi o que fez o Sr. Fernando da história acima ao tratar com o marinheiro. Domou a fera apenas com a sagacidade de seus argumentos.&lt;br /&gt;Homens violentos terminam todos como o personagem do mais novo livro de Khaled Hosseini, cujo título é “A cidade do sol”. Nesta obra fantástica da “ficção”, um marido violento só consegue trazer a ruína para si ao espancar, não uma, mas inúmeras vezes as suas mulheres. Sim porque no Afeganistão um homem pode ter mais de uma mulher. A cultura daquele país lhe garante isso. Porém, em qualquer cultura a violência gera violência.Fato é que vivemos a sociedade do conhecimento. E, por acreditar nisso, entendo que vivemos o tempo de olhar o outro e, ao fazer isso, encontrar a nós mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges / Escritor e Professor&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-4041751383760434999?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/4041751383760434999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=4041751383760434999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/4041751383760434999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/4041751383760434999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2009/06/violencia-de-um-macho.html' title='A Violência de um Macho'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-1065888004918506045</id><published>2009-03-30T06:24:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T06:39:43.132-07:00</updated><title type='text'>Sobre a Indiferença</title><content type='html'>São Paulo estava muito diferente desde a minha última visita. Fazia um sol de dar gosto. Seguíamos pela marginal Tietê num vagar letárgico que me dava nos nervos. Parecia que tudo ao meu redor havia sido tomado de u sono profundo. Liguei para o táxi do meu celular com o intuito de não ficar muito tempo esperando na Rodoviária. Olhando a minha volta, as pessoas sequer falavam dentro do ônibus, havia desinteresse, indiferença e uma torrente de apatia no ar. Ligação conluída, senti-me então vencido pelo ambiente, recostei na poltrona em que estava e cochilei uma vez mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despertei com o motorista do ônibus me avisando que havíamos chegado. "&lt;em&gt;Chegamos?&lt;/em&gt;" Alarme falso. Pois eu ainda estava muito longe do meu destino. Olhei, então, para o homem engravatado que me encarava, não com muita paciência eu diria. Dava para notar que ele divia estar pensando em palavrões naquele momento. Desculpei-me pelo incômodo. E saí do ônibus um tanto quanto constrangido. "Ele não devi me tratar bem? Ao menos sorrir?"....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O táxi já me aguardava no terminal. Guardei minha mochila no porta-malas e entrei no carro. Mal andamos alguns metros e me bateu aquela vontade de conversar. Perguntei ao motorista: "Quanto até o hotel?". Ele me lançou um olhar triste, em seguida acenou para um pequeno aprelho GPS próximo ao câmbio, do qual pude ler: restam 14 Km... "&lt;em&gt;Mas eu havia perguntado quanto tempo!&lt;/em&gt;". Negligência, pensei comigo, é a falsa atenção para com o próximo. Até "meditei" em emendar outra pergunta para ver se puxava conversa, mas achei melhor abandonar a ideia. O taxistas apenas mirava o horizonte, como se a vontade dele chegar fosse maior do que a minha. À porta do hotel, o casmurro, assinou o meu vale-táxi e agradeceu, muito secamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na recepção, outro engravatado revirava alguns papéis ao lado de um computador. Tal era a sua procura que não se deu conta de mim. Olhei chateado para o balcão de um branco imaculado, quando notei uma sineta pequena bem à mão. Não tive dúvidas, deitei-lhe dois tapinhas! com o alarido o homem se assustou, cravando os olhos vacilantes em mim. De certo imaginou: "É um assalto!". Mas não era . Era apenas eu, um simples hóspede faminto por atenção...&lt;br /&gt;He, he, e que mal podia esconder o prazer de pregar uma peça. Ao final da maratona, agora deitado na cama do hotel, refleti sobre os inúmeros desencontros entre ânimos que experimentei na viagem, e, também, sobre como me incomoda a indiferença que algumas pessoas ostentam. E já decidido a não pensar mais nesse estressante assunto, a molecagem que fiz ao recepcionista me surgiu à mente, como fosse um prêmio. Certo é, que voltei a sorrir largamente, completamente satisfeito comigo mesmo. Adormeci sem ver, como nos velhos tempos em que era uma criança peralta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escritor e Poeta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="mailto:lb.letras@gmail.com"&gt;lb.letras@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-1065888004918506045?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/1065888004918506045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=1065888004918506045' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/1065888004918506045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/1065888004918506045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2009/03/sobre-indiferenca.html' title='Sobre a Indiferença'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-8353656155265667375</id><published>2009-03-30T06:01:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T06:14:35.186-07:00</updated><title type='text'>Sobre a Reforma Ortográfica</title><content type='html'>Olhei este último domigono para as minhas estantes de livros, e não com o orgulho de antes... É, antes era uma alegria só retirá-los das prateleiras, passar-lhes os espanador para depois alinhá-los um a um nalgum canto, enquanto cuidava em passar um pano úmido nos locais onde estavam. Tratava-se de um ritual que me deixava feliz, como visitar um amigo que não se vê há tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, leitor, eu possuo um modesto acervo em minha casa. Livros que enchem duas estantes de alto a baixo, e que agora se encontram "desatualizados". Eles não vão mais atender na sua plenitude às necessidades das pessoas que por ventura me solicitarem o empréstimo. E tudo porque, alguns acentos e hífens foram alterados. O professor Pasquale num de sues recentes livros sobre gramática disse: "Não gostei da reforma. Sob o pretexto de unificar a grafia do português nos oito países em que ele é língua oficial e simplificar as normas ortográficas, os pais da Reforma não perceberam que seu custo superará - de longe -  seus eventuais benefícios". É, ele e uma gama de linguistas não viram com bons olhos esta mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a mim, quando me perguntaram esta semana no trabalho sobre o que eu achava da Reforma Ortográfica, uma vez que sou formado em Letras, respondi com outra pergunta: "O que você achou da mais nova mudança na Fórmula 1, que diz respeito ao critério para decidir o campeão da temporada?". Meu amigo não tinha a menor ideia do que eu estava falando. E expliquei: "Que de agora em diante o título ficará para o piloto que vencer mais corridas, e não para quem somar mais pontos'. ele me olhou com uma cara de quem não estava entendendo nada. E uma vez mais esclareci: "Você deve estar se perguntando o que isso tudo tem a ver com a Reforma Ortográfica?". Ora, assim como na Reforma, pegaram uma concepção, desejo, conceito, chame do que você quiser, e disseram: '...agora vai ser assim e pronto'. O que importa se vai mais atrapalhar do que ajudar? O que vale mesmo é o gosto que se tem pela ideia elaborada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, de lá fica a associação das escuderias tentando identificar quais novos problemas hão de sugeir daqui por diante no mundo da Fórmula 1. De cá fico eu, atônito, contemplando os meu livros já não tão "novos" como antes, apesar do zelo e do cheiro de papel recém-comprado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escritor e Professor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="mailto:lb.letras@gmail.com"&gt;lb.letras@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-8353656155265667375?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/8353656155265667375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=8353656155265667375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/8353656155265667375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/8353656155265667375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2009/03/sobre-reforma-ortografica_30.html' title='Sobre a Reforma Ortográfica'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-2504733846669453375</id><published>2009-03-08T15:06:00.001-07:00</published><updated>2009-03-08T15:06:53.036-07:00</updated><title type='text'>Eu Tenho um Sonho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O artigo de hoje, caro leitor, tenta estabelecer uma relação entre o livro/filme “O Diário de Anne Frank” e a mais recente obra do autor Khaled Hosseini, intitulada “A cidade do sol” – o mesmo autor de “O caçador de pipas”.&lt;br /&gt;Recentemente assisti junto dos meus alunos ao filme “Escritores da Liberdade”, com o intuito de incentivá-los a lerem literatura. Todos eles adoraram, uma vez que o enredo estimulava os alunos do filme a escreverem um diário que retrate o cotidiano trágico de suas vidas. Vale dizer que a classe no drama em questão era a mais heterogênea possível, porque havia nela várias etnias reunidas.&lt;br /&gt;Em um determinado momento do filme, vários alunos são mostrados lendo trechos diferentes de O Diário de Anne Frank... E um, em especial, me chamou atenção. Anne Frank escreveu: “Sábado, 20 de junho de 1942 – A partir de 1940 foram-se acabando os bons tempos. Primeiro veio a guerra, depois a capitulação, em seguida a entrada dos alemães. E então começou a miséria. A uma lei ditatorial seguia-se outra; e, em especial para os judeus, as coisas começaram a ficar feias. Obrigaram-nos a usar a estrela e a entregar as bicicletas, não nos deixavam andar nos carros elétricos e muito menos de automóvel. Os judeus só podiam fazer compras das 3 às 5 horas – e só em lojas judaicas. Não podiam sair à rua depois das oito da noite e nem sequer ficar no quintal ou na varanda. Não podiam ir ao teatro nem ao cinema, nem frequentar qualquer lugar de divertimentos. Também não podiam nadar, nem jogar tênis ou hóquei, nem praticar qualquer outro desporto. Os judeus não podiam visitar os cristãos. As crianças judaicas eram obrigadas a frequentar escolas judaicas. Cada vez saíam mais decretos... Toda a nossa vida estava sujeita a enorme pressão"(p.06).&lt;br /&gt;Terminado o filme, não me foi possível deixar de pensar num trecho do livro “A cidade do sol” e relacioná-lo com o que havia acabado de assistir. No livro de Khaled Hosseini, que retrata um dado momento do Afeganistão, na página 245, diz: “É proibido cantar, dançar, jogar cartas, xadrez, fazer apostas e soltar pipas. É proibido escrever livros, ver filmes e pintar quadros. Quem possuir periquitos será espancado, e os pássaros, mortos... Não é adequado a uma mulher circular pelas ruas sem estar indo a um local determinado. Quem sair de casa deverá se fazer acompanhar de um parente do sexo masculino. A mulher que for apanhada sozinha na rua será espancada e mandada de volta para casa...”&lt;br /&gt;A liberdade, caro leitor, é a capacidade de se decidir, ou agir segundo a própria determinação. Entende-se também como a faculdade de praticar tudo o quanto não é proibido por lei. Do mesmo modo, é a ausência de opressão considerada anormal, ilegítima e imoral. Ora, se são os homens que promulgam as leis, coitado daquele que por força do seu pensamento consegue sobrepor um texto a outro; que por seu intelecto, a partir da leitura de inúmeros outros livros, consegue pensar por si mesmo e discernir uma boa ação de uma ruim.&lt;br /&gt;Será que uma coisa horrível como o holocausto poderia voltar a acontecer? Acredito que sim... quando ninguém mais puder sair de casa desacompanhado, visitar outra fé religiosa; estar proibido de cantar, dançar e escrever livros; quando por falta de livros a humanidade não puder vir a saber das iniquidades de seus antepassados – até como forma de não repeti-las.&lt;br /&gt;É, eu tenho um sonho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges&lt;br /&gt;Escritor e Professor&lt;br /&gt;lb.letras@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-2504733846669453375?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/2504733846669453375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=2504733846669453375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/2504733846669453375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/2504733846669453375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2009/03/eu-tenho-um-sonho.html' title='Eu Tenho um Sonho'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-794932135586482171</id><published>2009-03-05T14:57:00.000-08:00</published><updated>2009-03-05T15:01:16.848-08:00</updated><title type='text'>Sobre Ouvir e Falar</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;“Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma”. Foi Rubem Alves certa vez quem, ao se utilizar de uma paráfrase, explicou com outras palavras uma mesma idéia dita por Alberto Caeiro no que diz respeito ao verbo ouvir: “A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com alquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor”.&lt;br /&gt;Gostaria de acrescentar às ideias acima, para que o raciocínio não se perca, a seguinte historinha – que ouvi da tradição oral – e que agora aqui vai, do mesmo modo, na forma de uma paráfrase: “Certa vez Deus que, como Grande Arquiteto do Universo que é, ao tentar estabelecer uma conformidade com o real, criou um espelho e ali depositou toda a Verdade. Tudo o que era verdadeiro e certo, franco e sincero, exato e fiel. Depois da obra criada, Ele deixou que ela caísse na Terra. Com o impacto, o espelho que continha toda a Verdade do mundo se fez em inúmeros pedaços. Os homens, ao perceberem o ocorrido, correram até os cacos e cada qual tomou para si uma parte do espelho. Desde então, a criatura humana tem afirmado que naquele pedaço que carrega contêm toda a verdade a respeito de qualquer assunto.&lt;br /&gt;Manter a alma em silêncio quando a verdade como fato pode ser eventual e incerta, na medida em que em muitos casos só pode ser conhecida pela experiência, é algo quase humanamente impraticável. A meu ver, caro leitor, é preciso que se aceite esta ocorrência, a de que acontece mesmo um diálogo dentro de nós enquanto conversamos com outra pessoa.&lt;br /&gt;O difícil mesmo é deitar uma descansada consideração ao que o outro diz. Porque na maioria dos casos, o nosso narcisismo nos impele a contemplar – dar mais importância – a voz que reverbera em nossa mente através daquele pequeno caco, no qual acreditamos conter toda a verdade do mundo. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges&lt;br /&gt;Escritor e Professor&lt;br /&gt;lb.letras@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-794932135586482171?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/794932135586482171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=794932135586482171' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/794932135586482171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/794932135586482171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2009/03/sobre-ouvir-e-falar.html' title='Sobre Ouvir e Falar'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-7072324314022619686</id><published>2009-02-21T06:36:00.000-08:00</published><updated>2009-02-21T06:37:31.460-08:00</updated><title type='text'>O Verbo Ouvir</title><content type='html'>Concordo com o senhor Arthur da Távola em “gênero, número, mas não em grau”, no que se refere ao artigo atribuído a ele (O Difícil Facilitário do Verbo Ouvir).&lt;br /&gt;Concordo quando ele diz “Como é raro e difícil comunicar”, mas não que existam 12 pontos a serem observados. Tal afirmação, a meu ver, não passa de pura retórica cujas muitas classes não denotam o “feminino” tampouco o “masculino” da questão. Não enxergo tanta singularidade, assim como não devemos exagerar ao se tentar pluralizar demasiadamente o assunto.&lt;br /&gt;Claro que há aqueles que apenas ouvem a si mesmos, como também aqueles que se entregam ao que ouviram. Contudo, um meio termo saudável, quanto ao ato de ouvir, é praticada por uma pequena parcela das mentes, realmente, vívidas quanto privilegiadas. Acredito neste pensamento porque toda fala (oral ou escrita), verdadeira ou não, tem como intuito a persuasão nua e crua. Uma vez que pretende induzir, na medida em que tenta “aconselhar” e ao mesmo tempo convencer o outro a aceitar o que está sendo dito &amp;shy;– independente do meio pelo qual ela, a informação fidedigna ou não, se propaga.&lt;br /&gt;A inteligência não atrapalha a plena audiência. Ao contrário, ela seleciona o que é relevante do argumento do outro, põe à prova a coerência do raciocínio... Porque ao agirmos como inocentes frente à retórica, terminamos como tolos, como se nos encontrássemos a um passo do cidadão Kane.&lt;br /&gt;Documentário a parte. Acredito na singularidade do discernimento. Assim como na pluralidade das opiniões. O ouvir como facultativo aos olhos do senso crítico, e o falar como necessidade de se escapar à manipulação.&lt;br /&gt;Se realmente fosse possível ouvir o outro sem qualquer reserva, o mundo teria menos grades, alarmes e cercas elétricas.&lt;br /&gt;Ouvir, dar ouvidos às palavras, é mais complexo do que imagina a vã filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges&lt;br /&gt;Escritor e professor barretense&lt;br /&gt;lb.letras@yahoo.com.br&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-7072324314022619686?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/7072324314022619686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=7072324314022619686' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/7072324314022619686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/7072324314022619686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2009/02/o-verbo-ouvir.html' title='O Verbo Ouvir'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-2965706703551862843</id><published>2008-09-14T09:07:00.000-07:00</published><updated>2008-09-14T09:14:17.458-07:00</updated><title type='text'>Uma Noite por Vez</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SM03pdkVY4I/AAAAAAAAAeg/EH3fMQZPWIs/s1600-h/amantes.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HÁ CHUVA. PINGOS INTERMITENTES. ASSOVIOS ECLODEM aqui e ali pela passagem abrupta do ar à medida que este se movimenta, tal ou qual um guarda em redor de minha casa.&lt;br /&gt;São 2h00 da manhã. Estou sentado em uma sala ampla, contemplando, através de uma janela à minha frente, uma noite úmida entrecortada pela solidão e alguns raios cujos clarões não me soam mais que fagulhas.&lt;br /&gt;Programas televisivos não me atraem. Encontro-me de barba feita, cabelos alinhados, camiseta básica sobre um abdômen tanquinho. Prefiro o estilo despojado ao terno e gravata.&lt;br /&gt;Faróis tão aguardados dão o tom de que minha convidada chegou. Levanto-me a fim de atendê-la, mas antes aciono um pequeno controle remoto. Logo uma música suave inunda os espaços e caminho até a porta. Ao abri-la, uma mulher no alto de seus quarenta anos sorri para mim um tanto quanto encabulada – sem dúvida somos estranhos um ao outro. Contudo, esta noite em questão não correrá explícita aqui nas próximas linhas. Há primeiro que me apresente e, assim o fazendo, contarei sobre os acontecimentos que culminaram neste encontro. O encontro entre um homem e uma mulher. Talvez nunca mais a veja.&lt;br /&gt;A faculdade de direito sempre me pareceu um dos cursos mais adequados à minha personalidade. Tudo bem que meus pais, ambos criminalistas, apoiaram a minha escolha desde o meu primeiro anuncio sobre o curso. No entanto, há vários dias – leia-se semanas – não apareço nas aulas. Desde o dia em que soube da viagem de meus pais, uma segunda lua-de-mel pela Europa... dois meses! Dois meses nos quais eu e este pequeno palácio estaremos entregues a nós mesmos. Seria um pecado uma casa tão grande sob os cuidados de uma única alma. Ato contínuo, não hesitei, peguei o telefone e liguei para um serviço de acompanhantes. O anuncio na internet dizia, e as fotos assim confirmavam – sobre exuberantes garotas universitárias e que atendiam a domicílio. Uma hora e meia depois, a campainha tocou.&lt;br /&gt;Sempre tive vontade de fazer amor com uma mulher cujo interesse pelo meu dinheiro estimulasse o sexo pelo prazer. Abri a porta, uma loira alta, olhos azuis, bem maquiada, salto alto, vestindo um conjunto sensual na cor preta, corou ao me reconhecer. Era Renata, mal pude acreditar, uma das mais brilhantes alunas de minha classe – assim como o “sonho de consumo” de vários marmanjos da faculdade.&lt;br /&gt;De minha parte tentei, sem algum sucesso, esconder a surpresa. De sua parte, Renata ficara sem ação. Seus olhos diziam sobre o conflito que vivia naquele momento. Fugir? Tentar maquiar seu constrangimento de alguma forma? Mas dizer o quê?&lt;br /&gt;Como um cavalheiro não lhe disse nenhuma palavra. E, com um gesto, a convidei a entrar. Levei-a até a sala, solicitei sua bolsa para em seguida colocá-la sobre um aparador próximo; indiquei-lhe o sofá. Fui até o bar, abri um champanhe e enchi duas taças. Sentei-me ao seu lado e lhe entreguei a bebida. Ela agradeceu com um aceno e virou todo o conteúdo de uma vez. Certamente pensava que eu a delataria aos amigos de faculdade na primeira oportunidade. Era engraçado como eu podia simplesmente saber o que se passava em sua mente. Sendo assim, deixei que o silêncio do meu corpo lhe dissesse que não contaria nada a ninguém sobre aquela noite. O seu corpo, “ouvindo”, agradeceu ao meu da mesma forma a meia-luz. Se houve um contraponto invertível? Não é de todo errado imaginar que sim. Até porque, senão trocamos nossas vozes, ou sequer as usamos, certamente nossos corpos mudariam inúmeras vezes as posições, sem com isso prejudicar qualquer regra que privilegiasse a boa harmonia.&lt;br /&gt;Tudo dito entre nós, para minha surpresa, Renata afastou não apenas a sua taça como também a minha, depositando-as suavemente à borda do sofá. Seu olhar mudou. Fechando os meus olhos com as pontas de seus dedos, pôs-se a me beijar com uma volúpia que poucas vezes havia experimentado antes. E ali mesmo no sofá fizemos amor pela primeira vez naquela noite.&lt;br /&gt;Já exaustos, lá pelas 4 da manhã, decidimos sair do banho em meio às espumas. Secando o seu corpo, a essa altura, foi que ela me disse: &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SM03pdkVY4I/AAAAAAAAAeg/EH3fMQZPWIs/s1600-h/amantes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245910326407684994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SM03pdkVY4I/AAAAAAAAAeg/EH3fMQZPWIs/s320/amantes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&amp;shy;— Foi uma noite inesquecível, “Ricardo”.&lt;br /&gt;Renata se vestiu e não me deixou acompanhá-la até a saída. Tampouco aceitou de mim qualquer pagamento pela sua companhia. Abriu a pesada porta pela qual entrara horas atrás e se foi. Minutos depois, agora enrolado em uma toalha procurei a chave, precisava trancar a casa e acionar o alarme. Mas não a encontrei como de costume qual falo na fechadura. Aliás, ela estava caída ao pé da porta, semelhante a um peso de papel, a amparar várias notas de 100 reais. Renata havia pagado pelos meus serviços.&lt;br /&gt;Esse foi o meu primeiro “dia” como garoto de programa. Depois dele já se passaram alguns. Dias que vão se prolongar enquanto durarem as minhas férias. Desde então, recebo em casa mulheres de todas as idades, mas de condição financeira invejável. Não que eu precise de dinheiro. Não é isso. Apenas me agrada o fato de fazê-las felizes, ao menos uma noite por vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-2965706703551862843?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/2965706703551862843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=2965706703551862843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/2965706703551862843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/2965706703551862843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2008/09/uma-noite-por-vez.html' title='Uma Noite por Vez'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SM03pdkVY4I/AAAAAAAAAeg/EH3fMQZPWIs/s72-c/amantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-2810594808189245156</id><published>2007-09-19T15:15:00.000-07:00</published><updated>2007-09-19T15:21:48.992-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O Cientista</title><content type='html'>&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Abro meus olhos... Tento mexer o pescoço, desencostá-lo do banco do carro. Olho então para o lado do carona e ela não está. Foi quando me dei conta que o pára-brisa também não estava lá; em seu lugar apenas uma pipoca de muitos cacos espalhados não só sobre mim. O teto estava amassado, as portas... Cadê ela?– inquiri-me aflito.&lt;br /&gt;Devia ser umas três da tarde, a luz ainda estava forte apesar do frio que fazia. Abri a porta do carro e desci... Precisava encontrá-la, dizer-lhe que sentia muito... De fato, devido ao meu temperamento fechado, poucas foram as vezes que lhe disse o quanto significa para mim, ou ainda o quanto era amável e se importava comigo. Procurei-a com os olhos uma vez mais; desejava que ela estivesse à procura de ajuda, mas no íntimo temia pelo pior.&lt;br /&gt;Sentia-me um tanto zonzo em pé, e ao pé da porta olhei para a traseira do carro que estava toda destruída. Começava então a me lembrar... Havíamos capotado ribanceira a baixo, foi quando perdi os sentidos preso ao cinto de segurança.&lt;br /&gt;Onde ela estaria, meu Deus! – impacientei-me. Dei alguns passos...&lt;br /&gt;Maria estava caída um pouco à frente do carro, deitada na relva. Detive-me a olhá-la, queria crer que estivesse apenas dormindo. Sua pele branca, seu rosto delicado, sua pouca estatura, cabelos curtos quanto negros em uníssono com a cor de sua jaqueta preferida.&lt;br /&gt;Nem devíamos estar ali, naquele fim de mundo, recordei em febre. Dobrei os joelhos e a aninhei em meu colo. Segurei seu rosto, esfreguei seus pulsos, tudo em vão, Maria estava realmente morta... Seus lábios não continham mais o colorido típico cor de rosa, lívidos, nem eram brancos, nem pretos, mas como um azul desmaiado... Comecei a chorar, uma espécie de convulsão, a princípio como se a minha cabeça estivesse se separado do todo, e pudesse me enxergar do alto num velado silêncio. Naquele instante desejei que o tempo voltasse e que não tivéssemos saído de casa. Viagem de negócios... Maria nem queria ter vindo, mas a sua necessidade de me acompanhar, de estar próxima a impelia a concordar comigo ainda que não desejasse.&lt;br /&gt;Há muito tempo que eu apenas vinha pensando em trabalho. Era o momento mais vivo em minha carreira que jamais experimentara. Em contra partida, não uma, mas inúmeras vezes, ela me disse de sua solidão ainda que estivesse ao meu lado. Ainda assim só conseguia pensar em números, estatísticas, reuniões, em suma, em minha carreira... Não havia mais tempo para os quebra-cabeças de Maria ou de suas homilias sobre os rumos de nossa relação, devido as minhas constantes ausências.&lt;br /&gt;E agora, Meu Deus!!!! O que vou fazer sem ela?! Que me importa as questões de ciência? Ciência e progresso não falam tão alto quanto o meu coração... Abraçando o seu corpo inerte, quis que me dissesse de seu amor uma vez mais. Palavras que certamente não me negaria, assim com a um sorriso terno, meio zombeteiro, quase infantil.&lt;br /&gt;Volte... Volte, Maria, e me assombre – desejei.&lt;br /&gt;Num movimento brusco, acordo! Seria sonho. Maria estaria viva e bem? Levantei-me sobressaltado com a possibilidade e fui correndo até a garagem, ligando todas as luzes da casa durante o caminho. Ao abrir a porta pude constatar que o nosso carro realmente estava lá. Não obstante, colorido de um negro tão profundo quanto à noite lá fora, e, em algumas partes, retorcido tal qual o meu coração. O carro ainda estava lá, menos o pára-brisa, o pára-choque, os retrovisores...&lt;br /&gt;Não. Não foi apenas um sonho ruim. Maria não mais voltaria àquela casa. Ela realmente havia ficado deitada na relva, depois de ter sido lançada para fora do carro, vindo a atravessar o pára-brisa... Uma vez que no momento do acidente não usava o cinto de segurança.&lt;br /&gt;Desolado, fechei a porta da garagem e voltei solitário para a cama pensando no caminhão que cortou nossas vidas. Imaginando que aquele homem branco com chapéu de caubói ao volante, um João, um Jorge, ou Carlão “da vida”, nem tenha remorso algum pelo mal que ajudara a causar dirigindo fora de sua faixa. Talvez ele sequer saiba. Pois provavelmente a sua embriagues tenha lhe bloqueado a curiosidade de olhar pelo retrovisor com o intuito de ver o que diabos havia acontecido com aquele carro preto, que por muito pouco não colidiu frontalmente com ele. O fato é que ele não voltou para ver o que nos aconteceu. E por essa razão, por saber que socorro algum apareceria, tive que me separar de Maria de forma vergonhosa. Deixá-la como se estivesse dormindo.&lt;br /&gt;Lembro que corri como um louco, por entre árvores, por entre trilhos de uma estrada de ferro, por entre pessoas jogando distraidamente uma partida de basquete; gente que sequer podiam imaginar um décimo do horror que vivia naquele dia.&lt;br /&gt;Ninguém disse que era fácil suportar tanta dor. Mas, quanta dor ainda posso agüentar? E por quantos dias ainda vou desejar que tudo volte a ser como era? Vivo dias que se arrastam, e com alguma culpa pela maneira que me separei de Maria; dias que me vejo correndo em círculos, revivendo a todo o momento aquela ínfima ação que Maria teve: a de vestir a sua bela jaqueta e não voltar mais a colocar o cinto de segurança.&lt;br /&gt;O fato é... que se eu pudesse voltar ao começo... insistiria que ela recolocasse o cinto (Pense e reflita).&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N.A.: Caro leitor, esta é uma livre adaptação literária que fiz inspirada no vídeo clip da música: The Scientist/Banda: Coldplay&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges&lt;br /&gt;Membro da Academia de Letras&lt;br /&gt;e Artes de Barretos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-2810594808189245156?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/2810594808189245156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=2810594808189245156' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/2810594808189245156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/2810594808189245156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2007/09/o-cientista.html' title='O Cientista'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-3131244552485476466</id><published>2007-09-19T15:13:00.000-07:00</published><updated>2007-09-19T15:15:10.760-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Minha Existência</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Por que diabos terminamos desse jeito? – ia falando comigo mesmo enquanto subia o último lance de escadas.&lt;br /&gt;Cris estava parada à porta de nosso apartamento. Aproximei-me receoso, pois a briga que tivemos dois dias atrás havia sido feia. Ela, por sua vez, fez pouco da minha presença. Além disso, mantinha o olhar longínquo, meio que perdido, algo que imediatamente notei. Era um velar amargurado que me trespassava e morria nalgum canto dentro dela; senti que me fitava sem realmente me ver.&lt;br /&gt;Confesso que fiquei ali, inerte, observando-a com estranheza... admirando-a com a alma calada. Porém, a saudade era tanta que doía; havia muito de mim naquela mulher, mais dos que as palavras são capazes de exprimir. Em verdade, aguardava algum gesto dela, o menor que fosse. Mas, nada... Que me xingasse, desejei então. Que gritasse comigo! Eu sei lá. Ora, que não me tratasse como a um estranho! Eu que só ansiava por abraçá-la, terminar com esta briga boba, edificada pelo ciúme noite dessas. Aliás, não sei se me roía mais a saudade ou a indiferença ali. Diante de Cristiane, sentia-me como a um menino travesso a espera de ser repreendido pelas molecagens que faz.&lt;br /&gt;Finalmente algum gesto, pois ela meneou a cabeça, enquanto suas mãos trêmulas lhe revelavam o estado emocional; achava-se furiosa, como nunca antes a vi. Hesitei. Talvez não fosse ainda o momento de lhe dizer o que quer que fosse. Seguiu-se um suspiro dela, leve e curto, depois outro longo e profundo. E nenhum outro movimento além, algo que já começava a me angustiar.&lt;br /&gt;De súbito, dei-me conta de que o jornal matutino lhe pendia numa das mãos, enquanto que a outra agora lhe tapava a boca. Então, ainda sem me dirigir a palavra, Cris girou os calcanhares e entrou porta adentro, comungando comigo o mesmo perpétuo silêncio.&lt;br /&gt;Entrei logo atrás dela, que começou a chorar copiosamente encarando alguma notícia no jornal. Vendo que o descontrole nela só aumentava, quis não interferir. Mas era tal a angústia que logo, num acesso de raiva, Cris jogou de forma intempestiva o jornal por sobre uma mesa próxima; com a repulsa o periódico deslizou sobre a superfície, o que lançou com força ao longe um copo cheio de leite que estava ali.&lt;br /&gt;Atônito, a vi correr até o outro lado da sala e apanhar uma mala, para em seguida depositá-la sobre a cama. Agora, Cris parecia chorar com mais desespero. Aquilo tudo me desconcertava e, ainda sem ação, detive-me em vê-la abraçar uma de minhas camisetas. Era marrom, com escrito em tom sobre tom, onde se lia: Hawaii.&lt;br /&gt;Feita a mala, Cris passou por mim, eu que estava agora sentado à mesa. Ela inclinou-se, sobre a mesma algo irritada, ignorando-me por completo. Tinha os olhos no jornal e os cabelos a lhe tapar parcialmente a fisionomia; apanhou as chaves de nosso apartamento e se encaminhou até a porta tatuando os próprios passos no chão com o conteúdo do leite derramado. Ao pé da porta, ela se virou – como se fosse me dizer algo – tentei argumentar, mas não me deu ouvidos. E, um segundo depois, fechou a porta atrás de si.&lt;br /&gt;De minha parte, fui atrás inconformado por não ter conseguido convencê-la a ficar. No entanto, minhas pegadas não me seguiam...&lt;br /&gt;Quando alcancei a rua, Cris, a mulher de minha vida, já entrara no carro, uma caminhonete preta que adquirimos havia pouco tempo. Então, parei diante dela; fitando-a pelo pára-brisa, pude ver que ainda terminava de ajeitar a mala no banco do passageiro. Não pensei duas vezes e corri para a porta do motorista, para tentar dissuadi-la de me deixar. Mas o vidro estava todo erguido. Ela enxugava as lágrimas, ao que levou a chave até a ignição. Ah, e com horror protestei! Esbravejei, esmurrando o vidro da janela ao seu lado.&lt;br /&gt;Ela precisava me ouvir, me dar mais uma chance. Ali, naquele momento, era eu que me desesperava. E, a mulher que deveria me acompanhar por toda uma vida, engatou a marcha e partiu. Tentei segurar o carro com as mãos, todavia, em vão. Mesmo assim, comecei a correr a persegui-la, gritando o seu nome. Cris ainda ajeitou o retrovisor a poucos metros de mim, contudo, parecia não me ver ali, logo atrás, implorando para que voltasse.&lt;br /&gt;Dentro em pouco, ela dobrou a esquina e acelerou. Corri o mais que pude. Esgotei-me. Daí me lembrei que se tomasse um atalho, ainda a encontraria num semáforo mais à frente. Voltei a correr, agora como nunca.&lt;br /&gt;Ao final do atalho, lá estava eu, mas ela passou por mim a toda comigo ainda em seu encalço. E, quanto mais eu me esforçava, mais ela se afastava de mim. Qual não foi a minha surpresa, ao vê-la que não respeitaria o sinal vermelho... Bem diante de mim e de muita gente ali, um caminhão branco, enorme, atingiu o nosso carro em cheio, bem do lado do motorista.&lt;br /&gt;A colisão foi brutal, arrastando a caminhonete por alguns metros; espatifando em muitos cacos o vidro traseiro. Deu para ver os cabelo da Cris, ondulando-se ante a violência do impacto.&lt;br /&gt;Aproximei-me assombrado, perplexo. Eu não podia acreditar no que acabara de acontecer bem diante dos meus olhos. A alguns metros do local do acidente, estanquei meus passos. E, assim como Cris havia feito, momentos antes, no início de nosso encontro, à entrada de nosso apartamento, tapava eu agora a boca com uma das mãos. O gesto assustado e estarrecido, era então copiado por toda a gente que presenciou a cena. Em alguns segundos muitos curiosos queriam ver o estado da passageira e tamparam a minha visão. Em verdade, não conseguia dar mais um passo.&lt;br /&gt;Não obstante, uma luz brilhou de forma intensa, vinda dentre aqueles muitos corpos que se acotovelavam de curiosidade a beira do carro acidentado; no que tomou, inexplicavelmente, a forma da mulher que impregnava de sentido a minha existência.&lt;br /&gt;Cris, atravessando literalmente todas aquelas pessoas, caminhou até mim. Ela estava alegre, como se houvesse encontrado algo que perdera. E, como nada mais importava além de nós dois, abracei-a inundado de amor. Dei-lhe o abraço mais apertado que pude. Queria olhá-la, contemplá-la, achar e me perder naquele momento.&lt;br /&gt;As pessoas ainda saíam de todas as partes e corriam a ver o acidente; quanto a nós, isso pouco importava. Afinal, tínhamos um ao outro agora, por toda a eternidade. Foi quando compreendi, que o homem na foto do jornal, vítima de um trágico acidente ocorrido no dia de ontem, era eu.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;N.A.: Caro leitor, esta é uma livre adaptação literária que fiz inspirada no vídeo clip da música: Someday/Banda: Nickelback/The Long Road/Roadrunner Records/ Director: Nigel Dick.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges&lt;br /&gt;Membro da Academia de Letras&lt;br /&gt;e Artes de Barretos — ALAB&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-3131244552485476466?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/3131244552485476466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=3131244552485476466' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/3131244552485476466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/3131244552485476466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2007/09/minha-existncia.html' title='Minha Existência'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-3586471031819277773</id><published>2007-07-01T14:42:00.000-07:00</published><updated>2007-07-01T14:43:28.916-07:00</updated><title type='text'>Mais Magra</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Prólogo:&lt;/strong&gt; No tabuleiro da vida se as possibilidades se esgotam, é porque tudo o mais está as claras.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A mãe de Camila sempre desconfiou da filha. Não que demonstrasse vivamente as suas suspeitas. Mas, alguma coisa – aquela voz que a todos inquieta – dizia-lhe intimamente que algo com a sua caçula não ia lá muito bem. E, infelizmente, numa estranha manhã de novembro, todo o seu temor transformara-se em realidade.&lt;br /&gt;Alguém pelo celular cuidou em avisar que Camila estava internada. O motivo: sofrera uma parada cardíaca.&lt;br /&gt;Camila tinha apenas dezesseis anos... Não era alta, nem esguia, tampouco modelo de passarela. Era essencialmente uma menina comum; dessas que assistem e ouvem os “Rebeldes”; vez ou outra dormem na casa de suas amigas para falarem mais à vontade dos garotos, de seus medos, anseios etc. Tudo se encaixava na vida de Camila, menos, ao seu ver, o próprio índice de massa corporal (IMC) que oscilava entre 13 e 15 – muito abaixo do mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que é de 18,5. Camila precisava estar cada vez mais magra para se sentir feliz. Tudo bem que a adolescente não era nenhuma modelo, no entanto, respirava moda da mesma forma. Trabalhava já algum tempo numa butique. A loja era pequena, porém nada modesta – especializada no glamour dos artigos mais caros do vestuário feminino, incluindo aí as bijuterias. Ela, como vendedora, sentia necessidade de se manter no mesmo nível das demais. Afinal, todas as suas colegas de trabalho possuíam barrigas impecáveis; tudo no seu devido lugar, nada sobrando, seco como um deserto.&lt;br /&gt;Jamile ao chegar no quarto de hospital para onde a filha fora levada, já pressentia todo o quadro. Na verdade, sabia desde o início. Anorexia nervosa, eis o mal de sua caçula. Todas as peças estavam postas e faziam sentido agora...&lt;br /&gt;Há muito tempo que Camila não se sentava ao lado da mãe para fazer uma boa refeição. Toda a família almoçava e jantava em horários diferentes. Tanto era assim, que Jamile não se cansava de perguntar a filha se havia comido algo...&lt;br /&gt;Havia a balança estrategicamente posta aos pés da cama da menina – presente desta para si mesma, um sinal de sua independência financeira. Suas roupas eram largas... Ah, houveram tantos sinais!&lt;br /&gt;Os fios castanho-escuros enchiam-lhe o pente, quando penteava os cabelos. Vez ou outra, lá estava ela, trancada no banheiro devido ao uso de laxantes. Podia-se também encontrar no quarto de Camila, material de ginástica guardado debaixo da cama. Jamile, certa vez, perguntou à filha sobre o motivo pelo qual mantinha tais equipamentos se nunca a via manipulá-los... Simples, deduzia agora a mãe, Camila os devia usar durante a madrugada – a fim de queimar mais e mais calorias. Tudo realmente fazia sentido: uma garota bonita, perfeccionista, mas de gênio irritadiço, cujo estômago doía muito e a menstruação ocorria sempre de modo irregular.&lt;br /&gt;— O coração de sua filha – explicou o médico – bate muito devagar. Porque o organismo dela está muito debilitado. Felizmente o pior (infecções) não ocorreu...&lt;br /&gt;Jamile chorava enquanto olhava a filha deitada naquela cama de hospital. E prometera a si mesma: que ficasse doravante com o rótulo de inconveniente, de indiscreta, inoportuna. Mas, não mais assistiria calada a filha se prejudicar. Mesmo porque, no tabuleiro da vida se as possibilidades se esgotam, é porque tudo o mais está as claras. De mais a mais, uma família possui laços muito fortes, e, sendo assim, tudo o que acontece a um afeta a todos (Pense e reflita).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges&lt;br /&gt;Membro da Academia de Letras&lt;br /&gt;e Artes de Barretos — ALAB&lt;br /&gt;lucianoborges@bol.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-3586471031819277773?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/3586471031819277773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=3586471031819277773' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/3586471031819277773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/3586471031819277773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2007/07/mais-magra.html' title='Mais Magra'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8574987227309633739.post-7819502235547983618</id><published>2007-06-07T09:11:00.000-07:00</published><updated>2007-06-07T09:13:13.843-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Amor Que Não Enfarta</title><content type='html'>Sempre sonhei com essa mulher, mas na maioria das vezes fingia que não ligava para ela. A contradição está em mim, menino, moço, senhor de mim. Na verdade, nunca levei a vida muito a sério nos meus dias áureos de juventude. Se bem que aqui cabe a paráfrase: qual alma é velha, quando a alma não é pequena?&lt;br /&gt;Era extremamente delicioso ser irresponsável, ver a culpa diminuída nos olhos complacentes dela. Mas, ela... Ah! Ela... Será que hei de esquecê-la? Livros, dia frio, fragilidade, música, Djavan e eu... Um ser pela metade, introvertido, deitado em meu próprio divã, aprendendo a viver sorrindo meio torto, amarelo, sendo complacente com todos, andando meio que arqueado, chorando às escondidas. Cadê o menino que fui? O moço extrovertido, o melhor e o senhor de mim?&lt;br /&gt;Hoje, longe de ti, quebro o torto (como qualquer coisa), enquanto a refeição não chega... Há a fome, o fundo do estômago e a prece sem nome.&lt;br /&gt;Na solidão dos seus carinhos, os dias passam sedentos. Rugas me cobrem, os fios se esgotam. Dobro outra dobra sobre o umbigo. Rastejo de um canal a outro; ouço de tudo, risonhos apelos à audiência... Escuto até o silêncio, o mais leve murmúrio do vento... Menos a sua voz. Logo, fico quietinho, desligo-me num “click” e contido não movo um músculo. Nenhum som. Então, compreendo que você há de estar em algum lugar no mundo, algo apartada dos meus olhos, envolta por uma distância que se mede em quilômetros.&lt;br /&gt;Talvez tenha virado uma flor, um aroma, o grão da terra, a gota no mar, o brilho da lua. Mas, sobretudo, o horizonte que não alcanço...&lt;br /&gt;Mil metros à frente, outros mil atrás, entre os lençóis da cama, um celular me reanima, desperta... O rosto está suado, quarto abafado, sonho ou pesadelo?&lt;br /&gt;Foi só uma noite dormindo em meio a uma cama grande, enquanto o ventilador me incomodava com o barulho.&lt;br /&gt;Saudades... Porque não importa a distância, uma ou duas quadras, Sorocaba que seja; meu irmão tem razão em chorar do outro lado da linha todas às vezes que me liga... Sim, porque no intimo ele certamente sinta saudade de um amor seguro. Amor de mãe.&lt;br /&gt;Mamãe, a você uma prece: meu bem querer é querer bem você. Te amo tanto, quanto te amamos eu e todos os meus irmãos.&lt;br /&gt;Nota do Autor: Dedicado em especial à minha mãe e a memória da minha amiga Eunice Espíndola. Também a todos aqueles que compreendem o amor de mãe e que, por conseguinte, sintam a carência dele; mesmo que seja pela falta pequena, ministrada em doses homeopáticas em dias da semana, ou pela ausência perene. Uma vez que este sim é um amor que não enfarta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciano Borges&lt;br /&gt;Membro da Academia de Letras&lt;br /&gt;e Artes de Barretos — ALAB&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8574987227309633739-7819502235547983618?l=lbconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lbconto.blogspot.com/feeds/7819502235547983618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8574987227309633739&amp;postID=7819502235547983618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/7819502235547983618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8574987227309633739/posts/default/7819502235547983618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lbconto.blogspot.com/2007/06/amor-que-no-enfarta.html' title='Amor Que Não Enfarta'/><author><name>Luciano Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452488212377713903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FwnKJvqFWoE/SLHy0okecoI/AAAAAAAAAeI/aWYY1JhS9iY/S220/lb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
